Exatamente 10 anos depois do primeiro lançamento do Invisível, surgiu a edição de 2018. Foi no passado dia 1 de abril, mas não é mentira nenhuma que o primeiro blanc de noir tranquilo português nunca esteve em melhor forma.

Começou com apenas nove mil garrafas e este último já vai em 75 mil. Feito com a casta tinta Aragonez, foi em 2007 que começou a ser imaginado por Duarte Leal da Costa, diretor executivo da Ervideira: depois de uma prova interna de 26 blanc de noir, de outros países europeus, a equipa decidiu produzir um ao gosto da casa e do consumidor português.

Seguiram-se dois anos de estudo e experiência, até que nasceu o Invisível 2008. A verdade é que, apesar do sucesso atual deste vinho único, o homem que há 25 anos igualou os salários para homens e mulheres no Alentejo agrícola, também foi apelidado de “aldrabão” e “mentiroso” por parte do consumidor que nunca tinha ouvido falar de um branco de uvas tintas.

Hoje em dia, o vinho esgota-se muito rapidamente e já serviu de alavanca para entrada em alguns mercados internacionais. “Estarmos, ao fim de dez anos, a recordar esta história tão nossa, mas que extrapolou para todos, revelando-se um sucesso, é para nós motivo de orgulho e certeza de que arriscámos, mas arriscámos por algo que valeu e continuará a valer a pena”, comunicou Duarte.

Na adega, este vinho é obrigatório nas provas dos visitantes e, mesmo depois dos tintos, estes voltam a provar o Invisível “pois é muito versátil e tem capacidade para limpar a boca”, disse. Também por isso Duarte Leal da Costa defende que, a diferentes temperaturas, este vinho consegue acompanhar uma refeição do início ao fim, com pratos de cariz diverso. Foi desta maneira que o Invisível 2018 foi apresentado ao mercado, e a harmonização resultou.

O essencial é Invisível para os olhos com este vinho alentejano
Nelson Duarte e Duarte Leal da Costa. créditos: Cortesia Ervideira

Nelson Rolo, enólogo da Ervideira desde 2000, explicou que o Aragonez utilizado para este vinho provém de diferentes subregiões do Alentejo, onde a empresa...: Vidigueira e Reguengos de Monsaraz. Esta uva de película tinta e polpa branca foi escolhida para o Invisível, “em detrimento de outras, como o Moreto, porque é mais aromática e expressiva”, elucidou Nelson.

Para obter o equilíbrio e frescura evidente, começam por colher na Vidigueira e bastante cedo, “muitas vezes mais cedo do que uma base para espumante”.  A vindima é noturna e, logo de seguida, o primeiro mosto é separado das películas, para que não retenha coloração. Depois, fermenta em inox de 30 a 45 dias e estagia nas mesmas cubas durante seis meses.

A Ervideira, a produzir vinho desde 1880, conta já com 160 hectares de vinha total, entre Reguengos (120ha), onde se localiza a Adega da Ervideira, e a Vidigueira. Duarte Leal da Costa, o empresário que nunca faz um snooze ao despertador e que é contra o vinho a copo, descortinou: “No final de março plantámos mais oito hectares de Aragonez, o Invisível assim o pede”.

Em prova

Invisível - Regional Alentejano Aragonez branco 2018

O essencial é Invisível para os olhos com este vinho alentejano
créditos: Cortesia Ervideira

Aroma floral delicado e de fruta branca fresca, como ameixa, líchia e nêspera. Com a palavra “equilíbrio” a surgir na mente em primeira instância, este vinho conjuga muito bem a fruta e caráter vegetal, mostrando-se encorpado e macio, cremoso com frescura do início ao fim. Caráter aliado a qualidade.

Leia mais sobre este vinho aqui.


 Artigo publicado na revista Grandes Escolhas Edição nº25, de maio de 2019

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