"Fizemos um gin visível", revelou Duarte Leal da Costa, diretor executivo da adega, durante o almoço de apresentação do produto e da 16ª edição do Invisível, que se realizou esta terça-feira, dia 1 de abril.

O gin, "feito a partir de toda a linha do Invisível", abre as portas da empresa para o território das bebidas espirituosas. Apesar da nova aposta, "a maior componente" para a Ervideira continuará a ser o Invisível, conforme o responsável.

Este vinho branco feito a partir de uvas tintas da casta Aragonez passou de 9.000 garrafas, em 2009, para 135.000 em 2023 e 2024. No total, já foram comercializadas mais de um milhão e a expetativa da adega é de, este ano, ultrapassar as 150 mil.

No almoço, que teve lugar no restaurante Sauvage CCB, em Lisboa, o  Invisível foi apresentado a diversas temperaturas para destacar a sua versatilidade gastronómica.

"Quando vamos jantar fora, dois ou quatro casais, e pedimos pratos diferentes, o vinho tem que ter a capacidade de acompanhar as diferentes opções", exemplifica Duarte Leal da Costa. "Tem de ter plasticidade de acompanhar uma mesa", reforça.

Assim, e para provar que o Invisível "tem um comportamento diferente a temperaturas diferentes", começámos por o provar "estupidamente fresco", a zero graus, uma versão agradável para o verão.

Para acompanhar as entradas, o vinho chegou à mesa a seis graus, regressando, depois, a 12 para harmonizar com o primeiro prato principal, um polvo à lagareiro.

Seguiram-se umas bochechas de porco, com o branco a 16 graus, para mostrar que também vai bem com pratos muito fortes.

A refeição terminou com um doce conventual e com o vinho novamente a seis graus para cortar o "enjoativo" da sobremesa de forma a enaltecer a versatilidade única em gastronomia.

"A tão feliz aceitação no mercado e a sua consolidação já obrigou à implantação de mais 19 hectares (ha) de Aragonez, sendo agora um total de 25 ha desta casta, totalmente dedicados a este vinho", referiu o diretor executivo. "A par deste aumento na vinha, a sua expansão levou também a dois aumentos da adega, indo para um terceiro ainda antes da vindima de 2025".

"O Aragonez foi a casta de eleição deste vinho pelo simples facto de a polpa se separar muito rapidamente da casca, bem como por ser uma casta aromática, que dá origem a um vinho de carácter muito especial, que conquistou o público de forma transversal", destaca Nelson Rolo, enólogo responsável pela produção deste vinho branco. "Para se chegar ao Invisível, é preciso ir colhendo uvas em datas diferentes, mas, acima de tudo, com diferentes estados de maturação", indica. "Primeiro, colhem-se numa fase muito rica em termos de acidez, depois mais frutada e, no final da vindima, com mais maturação, mais corpo. Em janeiro, temos cerca de 20 vinhos diferentes, a que depois é necessário fazer a assemblage final".

A 16.ª edição do Invisível está agora disponível nos pontos de venda habituais com um PVPR que pode variar entre os 13€ e os 15€. Quanto ao G(IN)VISIVEL, poderá variar entre 29€ e 39€, dependendo da caixa de madeira para o transporte.