Não é de hoje que o Midori incopora no seu conceito e menus produtos portugueses de excelência — com grande destaque para o peixe, que o chef Pedro Almeida não hesita em declarar, quando fresco, superior ao japonês. Mas o restaurante, que nunca encaixou em sentido estrito naquilo que se entende por um japonês tradicional, não se revia muito no termo fusão, que, de tão banalizado, acabou por ficar associado a uma cozinha menos rigorosa. O que não é o caso.

“Resolvemos assumir que somos diferentes e em vez de falarmos em fusão, vamos promover a confusão entre as técnicas japonesas e os produtos portugueses”, explica Pedro Almeida.

Esta nova fase inicia-se já a partir de fevereiro com a introdução de pratos quentes, mas, aos poucos, a ideia é que vá alastrando a toda a carta — inclusive aos tão apreciados ramens, que também vão sofrer alterações.

Claro que a oferta de sushi, de sashimi, das tempuras, da soba (massas) ou do teppan (na chapa), entre outras, se vai manter, mas novidades como a barriga de leitão cozinhada em soja e gengibre com mostarda japonesa e miso, servida com batata crocante e pipocas feitas a partir da pele do leitão, ou o bacalhau negro do Alasca (mais tenro e suculento do que o comum) marinado em goma tare (à base de sésamo, muito usada nos ramens) com sukiyaki de feijão azuki (uma das melhores leguminosas da atualidade), edamame, sames de bacalhau e mini gyoza de língua de bacalhau em coentrada provam que é possível ir além no desafio. E que o Japão e o Portugal se dão bem à mesa.

Por João Miguel Simões, texto e foto (follow me on Instagram @jmigsimoes)

Midori | Portugal, Penha Longa Resort, Estrada da Lagoa Azul, Alcabideche, tel.: 219249011.

De terça-feira a sábado, das 19h00 às 23h00.

Preço médio: 40 Euros

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