Jamie Oliver não é o único chef com problemas financeiros no Reino Unido. Além dos dele, fecharam, nos últimos meses, segundo a imprensa internacional, cerca de 750 restaurantes. O boom do período dourado da restauração parece ter chegado ao fim. O cozinheiro britânico, que anunciou hoje que está em processo de insolvência, não vai, contudo, fechar os espaços de restauração internacionais da cadeia Jamie's Italian.

Os restaurantes que Jamie Oliver concessionou nos navios de cruzeiro da Royal Caribbean, que o chef Kiko Martins elogiou recentemente numa entrevista exclusiva ao Modern Life/SAPO Lifestyle, também não deverão ser afetados pelo processo que, segundo fonte da cadeia de restauração, abrange "apenas os do Reino Unido". A gestão administrativa dos 25 restaurantes foi, entretanto, entregue à consultora KPMG.

Além da forte concorrência, também as incertezas quanto ao futuro do país depois do Brexit dificultaram a vida ao mediático chef, que em 2018 teve um prejuízo de 22,8 milhões de euros. "Estou profundamente triste com este desfecho e gostaria de agradecer a todos os funcionários e fornecedores que colocaram os seus corações e as suas almas neste negócio por mais de uma década", lamentou nas redes sociais.

"Sei o quão difícil isto é para todos os que estão a ser afetados", assegura ainda o cozinheiro, que viu nos últimos anos os prejuízos do seu império de restauração ascenderem a mais de 81 milhões de euros. Além dos restaurantes da cadeia Jamie's Italian, também a steakhouse Barbecoa, o Fifteen e o Jamie Oliver's Diner se veem obrigados a fechar portas, atirando mais de 1.000 funcionários para o desemprego.

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