Sabemos que Lisboa é a cidade das sete colinas. Que há um sem número de miradouros para deleite das nossas vistas. Que temos um Tejo que abraça a cidade e que no verão fica especialmente bonita. É ampla, com lugares que se vão tornando emblemáticos. E é precisamente a vista para dois desses lugares que podemos também encontrar no Go a Lisboa – a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei. Mas há muito mais neste grande terraço, situado no número 17 da Calçada do Livramento.

A apresentação do espaço à imprensa aconteceu em dois momentos. Do nosso lado, dispensámos o almoço e escolhemos o brunch.

Go a Lisboa. O novo terraço da cidade onde cabe tudo o que gostamos no verão
créditos: Divulgação

Somos recebidos por três dos fundadores (são cinco no total): o casal Annabel Grima e Yulian Patzelt e Felipe Di Cunto, que nos explicam o conceito – ou os conceitos – deste espaço. Uma coisa é certa para este trio: Lisboa é um caso sério de encantamento. Seja para Felipe, brasileiro, que veio estudar para Lisboa e por cá ficou, seja para Annabel e Yulian, que em 2019 estavam a considerar a mudança para Porto Rico. Mas passaram por Lisboa… e já não quiseram ir a mais lado nenhum. “Foi a melhor decisão da nossa vida”, confessa Yulian, um alemão com ascendência chilena. Annabel, que nasceu na Grã-Bretanha, mas que passou grande parte da sua vida em Malta, concorda. Lá o convívio faz-se à mesa e em Portugal também. Confessam que já se sentem lisboetas.

Junta-se a este trio o português Francisco Reis, que descobriu o concurso público que os possibilitou ficar com este espaço, e o alemão Timo Bruederl. O Go a Lisboa é a personificação da identidade da própria cidade: uma mistura de culturas, onde sobressai o melhor de cada um.

Isso é visível na decoração do terraço. Houve uma grande preocupação com a sustentabilidade, seja pelas redes de coco que servem de sombra para as mesas, seja nos puffs feitos de algodão orgânico, seja na escolha de mobiliário, que é português, assim como os mármores que decoram o espaço.

O que o Go a Lisboa pretende ser, sobretudo, é um lugar informal, com boa comida, como nos explica Yulian.

Um espaço, várias opções de refeição

O espaço está aberto todos os dias e há vários momentos de refeição ao longo do dia. Começa pelo brunch (entre as 10h e as 16h), passando pelo almoço (entre as 12h e as 18h30) e o jantar (a cozinha está aberta até às 23h).

O serviço de bar também funciona diariamente até à hora de fecho do local.

Na nossa visita, tivemos a oportunidade de experimentar alguns dos pratos do brunch, da autoria da chef Inga Martin. O menu é simples, com opções entre croissants, ovos, torradas, doces, iogurte e frutas.

O destaque vai para as panquecas, mel, frutos vermelhos, gelado de baunilha (5€), o croissant com ovos mexidos, bacon e abacate (6,75€), o croissant com salmão fumado, ricota e cebola roxa e espinafres (8,50€), os ovos benedict, bacon com hollandese de miso servido em bolo do caco (7,50€), que também tem a versão com salmão fumado (10€), a torrada de hummus de beterraba e abacate (5,50€) ou o barco de papaia, fruta, iogurte, mel e granola (6,50€). Os pães são de fermentação lenta e podem ser alterados para opções sem glúten.

Go a Lisboa. O novo terraço da cidade onde cabe tudo o que gostamos no verão
créditos: Divulgação

No menu de almoço e jantar há outras opções entre entradas, bowls, pratos de carne e peixe e as tradicionais sobremesas, numa mistura entre petiscos portugueses e outras latitudes e há também um menu de tributo a Goa onde se destacam as tradicionais chamuças (3€), caril de camarão com coco e especiarias (18€), chacuti de frango (14€) e aletria geosa (4€) e bebinca (8€) nas sobremesas.

Go a Lisboa. O novo terraço da cidade onde cabe tudo o que gostamos no verão
Chacuti de frango créditos: Divulgação

Outra aposta forte, ou não se tratasse de um terraço, são os cocktails de assinatura, do gin ao mezcal, com preços que variam entre os 9€ e os 11€. Essa aposta vê-se na escolha da equipa para o núcleo de mixologia, liderado por Bruno Brito e Lucas Jaques, que emprestam a sua experiência, depois de trabalharem em locais como o Yakuza e o Praia no Parque.

Go a Lisboa. O novo terraço da cidade onde cabe tudo o que gostamos no verão
Alguns dos cocktails disponíveis na carta de bebidas. créditos: Divulgação

Há duas cozinhas e dois bares, para não deixar nada ao acaso. Aqui, não foi só a decoração que foi pensada ao pormenor.

Comer sim, mas diversão também

Não faria sentido estarmos num rooftop (rendendo-nos à palavra inglesa mais usada nos últimos tempos) e não pensarmos na parte de diversão. O Go a Lisboa abriu a 8 de julho em modo soft opening, servindo de teste para o funcionamento a 100%. Isso foi acontecendo com eventos privados dos próprios proprietários, que testaram a grande mesa disposta no local a pensar em grupos grandes, com capacidade para 36 pessoas, mas que pode sentar até 50. “Quando queremos jantar fora e é um grupo grande, torna-se difícil encontrar um espaço. Aqui temos uma mesa grande a pensar nesses momentos”, explica Yulian.

Além da grande mesa, há vários espaços onde podemos relaxar. Nas mesas estilo beduíno, onde além da sombra das redes de coco, tem também expressores de água para ajudar a apaziguar o calor nos dias mais quentes. Há também espaços para deitar e apanhar sol, como a rede com dupla proteção, para dar segurança aos clientes.

Há uma zona de esplanada, uma homenagem à tradição portuguesa de “esplanadar” e uma resposta aos críticos que pediam uma mesa para refeições. Um palco para passar música ou para se relaxar, graças aos degraus altos, que servem também de banco corrido, uma zona dançante que é também o mesmo espaço onde acontecem outro tipo de eventos, como as matinais aulas de yoga, que podem ser marcadas no site Go a Lisboa, entre outros eventos que estão a ser preparados, como workshops.

Go a Lisboa. O novo terraço da cidade onde cabe tudo o que gostamos no verão
créditos: Divulgação

Há ainda mais um espaço de chill out, além das redes. E há também dois duches disponíveis para aqueles que quiserem trazer a roupa de banho e refrescar ao longo do dia. O sistema de som está incorporado na decoração e a construção de uma piscina não está fora de questão.

O espaço tem também uma concept store, onde é possível comprar os quimonos desenhados por Annabel, que servem também de farda aos empregados, e os Teddy Hats criados por Timo. A loja funciona todos os dias da semana entre as 10h e as 22h.

Horários de funcionamento

Abertura: 10h00
Domingo a terça: encerra  à 1h00
Quarta e quinta: encerra às 2h00
Sextas e sábados: encerra às 3h00

Brunch: 10h-16h
Almoço: 12h-18h30
Jantar: até às 23h
Bar: aberto diariamente até à hora de encerramento

Morada: Calçada do Livramento, 17, Lisboa

Mail: info@goalisboa.com

Telefone: +351 912 987 163

Site: https://goalisboa.com

Com capacidade para 250 lugares sentados e mais de 500 de pé, o terraço também está apto para receber eventos privados, ideia que querem aplicar melhor a partir de setembro.

O Go a Lisboa não está pensado apenas para o verão. Há também uma zona fechada de restaurante, que ainda vai ser alvo de obras, mas que será uma realidade até ao final do ano. Essa será a fase seguinte. Para já querem aproveitar o terraço. “Estamos a fazer uma pausa nas obras”, brinca Yulian.

O convite fica feito pelos sócios: “Este é um lugar privado na cidade para se aproveitar, aberto a todos”. Um espaço que é casa e playground, como lhe chamam, mas que está aberto à comunidade. Que mais razões precisa para “go” a Lisboa?

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