Diz-me onde desfilas

Após duas edições com desfiles virtuais, os criadores aproveitaram a riqueza dos cenários oferecidos por Nova Iorque para o regresso do público.

Assim, LaQuan Smith, uma das figuras entre os estilistas negros emergentes, deu-se ao luxo de um desfile no Empire State Building, apostando no glamour e na sensualidade, entre vestidos curtos e ombros nus.

Mas nesta primeira Fashion Week com público, o apelo à ecologia e à natureza sobressaiu. Collina Strada escolheu um jardim urbano para apresentar a sua coleção que reivindica uma moda mais durável, com material reciclado. Já Ulla Johnson optou pelo Jardim Botânico do Brooklyn.

No domingo, o desfile de Tory Burch aconteceu num cenário reconstituído da feira de frutas e vegetais, num dos bairros mais elegantes de Nova Ioque, o Soho, em frente a uma loja do estilista. A coleção, uma homenagem à estilista americana Claire McCardell, aposta, como sempre, na mulher elegante e decidida.

O conto musical de Thom Browne

Durante anos, Thom Browne preferiu Paris para os seus desfiles. Mas desta vez, decidiu por Nova Iorque. Segundo ele, foi uma forma de apoiar a exposição sobre a moda americana ("In America: a Lexicon of Fashion") que abre ao público no próximo sábado no The Costume Institute do Metropolitan Museum of Art (Met), e cujo curador, Andrew Bolton, é seu companheiro.

Neste coleção ofereceu um conto musical, onde cada modelo, homem ou mulher, era tanto personagem como manequim.

O regresso de Altuzarra

Joseph Altuzarra, que prefere Paris, onde cresceu, também regressou a Nova Iorque. O seu desfile foi aberto pela super modelo Gigi Hadid e destacou enfeites florais e colares de renda.

“Eu queria fazer parte desse renascimento da cena de Nova Iorque e de Nova Iorque como cidade, e achei que o regresso do meu desfile era a melhor forma de fazer parte disso”, explicou na semana passada. "Há uma liberdade e uma abertura em Nova Iorque e na comunidade da moda aqui que não existem em nenhum outro lugar."

A moda vai ao museu

O desfile de Tom Ford encerrou na noite de domingo uma série de cerca de 90 apresentações ao longo da semana. Mas os museus de Nova Iorque continuam a celebrar a moda. Uma exposição sobre o estilista francês Christian Dior acaba de ser inaugurada no Museu de Brooklyn.

No próximo sábado, o Met abre o primeiro capítulo da sua grande retrospectiva sobre a moda americana. A gala do Met, o grande evento nova-iorquino no qual grandes marcas vestem as estrelas que desfilam no tapete vermelho, realizou-se esta segunda-feira, após o seu cancelamento em maio devido à COVID-19.

Segundo a tradição, o “dress code” deve estar relacionado com a próxima exposição do museu. Este ano, a gala procurou rejuvenescer a sua imagem, tendo como copresidentes a cantora Billie Eilish, o ator Timothée Chalamet, a poetisa Amanda Gorman e a tenista Naomi Osaka.

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