A empresa de luxo francesa, que se caracteriza por vestir uma mulher elegante, adepta de uma silhueta alinhada, celebrou, assim, o "reencontro com a sensualidade", segundo destacou o comunicado do desfile, praticamente o único realizado presencialmente no sexto dia da Semana da Moda.

As restantes marcas, como Altuzarra e Vivienne Westwood, convidaram o público a assistir pela Internet, devido à pandemia de covid-19, que deixou a capital da moda sem as celebridades habituais, nem o frenezim característico destas maratonas de desfiles.

O primeiro fez uma apresentação virtual, na qual abundaram os sutiãs usados como roupa para sair, e a segunda apostou num formato mais original: o vídeo teve como protagonista a própria estilista britânica, que posou enquanto poemas eram declamados, assim como o seu companheiro e diretor artístico da marca, Andreas Kronthaler.

Com máscaras e mantendo o distanciamento social exigido, o público do desfile da Hermès viu as propostas para a primavera-verão, nas quais tops "cropped" se tornaram peças indispensáveis para complementar fatos compostos por blazer e calções ou calças.

Na passerelle, o umbigo fica aparente sob um fato combinado com um casaco de pele, uma proposta menos chamativa do que os "crop tops", reivindicados pelas jovens estudantes francesas em meados de setembro durante um "flash mob" contra a "indumentária adequada exigida" dentro da sala de aula.

Estas mobilizaram-se usando minissaias e decotes para repudiar o regulamento da maioria das escolas do ensino secundário sobre como os alunos se devem vestir para assistirem às aulas, ao qualificá-lo de sexista.

A "obsessão" da coleção da Hermès é a peça que desce pelo torso e se transforma numas calças, deixando as costas nuas. "Uma segunda pele que respira e se afirma", diz a nota.

A 'maison' francesa apresentou, ainda, "armaduras", de ponto e couro, que deslizam sobre minivestidos justos, uma forma de proteger as suas consumidoras da "vulnerabilidade" despertada pela crise da covid-19.

O conceito da "proteção" predomina nesta Semana da Moda. Kenzo, por exemplo, apresentou na quarta-feira uma coleção na qual chamou atenção a reinterpretação do traje de apicultor, um "eco à fragilidade e à distância imposta e necessária atual".

Maria Grazia Chiuri, diretora artística da Dior, também levou em conta "a necessidade das pessoas de se protegerem" em tempos de pandemia.

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A primeira Semana da Moda "figital", ou seja, que combina apresentações físicas e digitais, terminará na terça-feira, com destaque para a Chanel, que prevê celebrar um desfile com um público muito reduzido.

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