A bioplastia é uma das técnicas anti-aging que mais rapidamente atraíram atenções, dada a sua ação pouco invasiva e o pós-operatório simples. Permite preencher (rugas, por exemplo), aumentar (as maçãs do rosto, os seios e/ou as nádegas) ou ainda delinear certas zonas do rosto, como os lábios, através da injeção de produtos mais ou menos definitivos. Os temporários são semelhantes a substâncias que existem no organismo e, por isso, os preferidos da maioria dos especialistas em medicina estética.

Podem ser sintéticos. Nesse caso, são elaborados em laboratório com recurso a técnicas de engenharia genética. Alguns podem também ser biológicos, de origem animal, ainda que esses, hoje, sejam pouco usados, pois podem envolver riscos relacionados com doenças transmissíveis. "O produto encontra-se em ampolas, sob a forma de um gel, para dar volume. E é injetado preenchendo uma zona específica", explica Victor Junqueira, médico especializado em medicina morfológica e anti-idade.

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"Uma das substâncias mais usadas é o ácido hialurónico, que o organismo vai perdendo ao longo dos anos", esclarece. O objetivo inicial deste tipo de produtos é, aliás, repor os níveis desse ácido que se vão degradando com a passagem do tempo. Contudo, nos dias de hoje, existem variações desses produtos, podendo também variar em função da profundidade da zona a aplicar. "Densidades menores são aplicadas em zonas com menor profundidade, como as zonas peri-orbiculares [pés de galinha] e as maiores em locais com maior profundidade, como é o caso do seio nasogeniano [entre o nariz e a boca] ou das rugas mais profundas", refere o médico.

Esta técnica pode assentar na aplicação de um produto definitivo, de que é exemplo o polimetilmetacrilato, que não é, no entanto, autorizado em vários países. Em alterativa, os especialistas podem recorrer a um semi-temporário, como é, por exemplo, o caso do hidroxilapatite de cálcio, assim como a um temporário, como o ácido hialurónico. A tendência é recorrer à utilização de produtos temporários ou semi-temporários. Ao fim de algum tempo, estes vão ser naturalmente absorvidos pelo organismo.

Cada um destes produtos tem especificações, indicações e contraindicações próprias, em especial os que recorrem a substâncias mais definitivas, que, segundo Victor Junqueira, "deverão ser utilizadas, apenas, em circunstâncias muito particulares, porque o envelhecimento do produto na pele pode vir a provocar reações complicadas, muitas vezes apenas anos depois, desencadeadas por outros tipos de tratamentos", adverte ainda o reputado médico, especializado em medicina morfológica e anti-idade.

 O tempo de duração da bioplastia

A bioplastia pode ser usada para conceder volume, para definir contornos, para corrigir defeitos e/ou ainda para contrariar os sinais da idade em locais do corpo como o peito, o nariz, os seios, o queixo, os lábios, as nádegas, os cantos da boca e a zona nasogeniana, o espaço localizado entre a boca e o nariz. Também há quem a utilize para remodelar os maxilares, maçãs do rosto e mãos. A durabilidade do resultado varia em função do organismo, do movimento da zona onde é colocado e da sua vascularização.

"Assim, nas áreas que pouco se movimentam, como é por exemplo o caso dos seios nasogenianos, os [injetáveis] temporários duram cerca de 10 a 12 meses", refere o médico Victor Junqueira. "Os aplicados numa área do corpo que se mexe mais, como os lábios, dura, em média, entre oito a nove meses", informa ainda. "No caso dos produtos semi-temporários, pode durar o dobro ou até o triplo do tempo", garante ainda este profissional de saúde especializado em medicina morfológica e anti-idade.

As vantagens da bioplastia

Para além de concederem volume, alguns produtos usados na bioplastia, como é o caso do ácido hialurónico, especialmente no rosto, "vão chamar a atenção para a zona tratada com moléculas de água para hidratar as rugas, que são também fruto de uma enorme desidratação", refere. Outra das vantagens relaciona-se com a opção de escolha entre um tratamento definitivo ou apenas de alguns meses. "Na primeira consulta, normalmente, propõe-se a aplicação de um produto temporário", informa o médico.

"Depois, se a pessoa gostar do efeito, pode ser aplicado um tratamento semi-reservável ou, então, repetir a aplicação dos produtos temporários", acrescenta ainda o médico. O facto de ser um método pouco invasivo, que não deixa cicatrizes, permite que a pessoa possa retomar, na maioria dos casos, rapidamente a sua rotina. "Pode, eventualmente, ficar ruborizada durante algumas horas ou ter uma pequena reação inflamatória, mas não é necessária a inibição social", assegura ainda Victor Junqueira.

As contraindicações da bioplastia

Apesar de se injetar um produto semelhante ao que existe no organismo, podem ocorrer pequenas alergias ou reações imunitárias decorrentes da repetição. De acordo com o especialista, "nunca foram descritas grandes reações imunológicas". "Se a pessoa sofrer de uma doença autoimune, como diabetes, lúpus, artrite reumatóide, não é aconselhada a utilização da bioplastia", adverte, todavia, Victor Junqueira. O mesmo se poderá aplicar a quem sofre de doenças cutâneas, que também não deve arriscar.

Os produtos definitivos podem envolver maior risco pois, se na altura da injeção o organismo pode reagir bem em termos imunitários, é possível ter uma reação diferente, "mesmo 20 anos depois", alerta o médico especializado em medicina morfológica. Cada sessão de aplicação das substâncias usadas em bioplastia dura 30 minutos. Segundo Victor Junqueira, "o tratamento implica a aplicação mínima de uma ampola que tem um preço médio de 500 €". O preço dissuasor acaba por ser uma desvantagem.

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