O sexo tântrico está na moda e começa já a despertar mentes e consciências.
Mas afinal de que trata essa panaceia sexual, que despertou adeptos ferrenhos no cantor Sting, em Madonna e mesmo, diz-se, entre um certo residente da casa do Big Brother2?

O sexo tântrico não é apenas uma técnica sexual capaz de intensificar os orgasmos e prolongá-los por “horas”, de acordo com a crença popular, mas sim uma forma de ligação mais íntima e amorosa com o seu parceiro durante o acto sexual, quantas vezes demasiado superficial ou mecânico, ou desgastado pela monotonia.
Isto se pensarmos que, segundo estudos recentes, um homem americano leva menos de dois minutos, após a penetração, a ejacular e, possivelmente, a adormecer para o outro lado...

De facto, a ‘revolução tântrica’ está a provocar em muitos casais uma maior abertura em relação à sua sexualidade, um movimento algo semelhante àquele iniciado nos anos 60 pelos sexólogos William Masters e Virginia Johnson.

O que entendemos hoje como ‘Tantra’ é uma mistura de fontes diversas: algumas artes sexuais da Índia (incluindo os famosos Kama Sutra e o Ananda Ranga), alguns conceitos taoistas e técnicas de meditação do ioga. A juntar a esta sabedora, de origem oriental, o ocidente moldou o tantra aos conhecimentos da sexologia clínica moderna, juntando-lhes os trabalhos de Freud, Jung e Reich.

Acima de tudo, o casal aprende a comunicar de uma forma mais íntima. O acto sexual é entendido não como um meio para o orgasmo, mas como uma experiência física e espiritual extremamente rica. Este é o conceito fundamental.
Mas como chegar lá?
O ênfase é posto em técnicas que permitem intensificar e prolongar o acto sexual - nomeadamente retardando a ejaculação no homem - através de carícias, beijos, sexo oral e técnicas de fortalecimento dos músculo pélvicos no homem e na mulher (os famosos exercícios de Kegel e a outras técnicas de auto-contenção).

As práticas tântricas envolvem ainda a meditação e técnicas respiratórias, através das quais o casal aprende a conciliar o ritmo respiratório mútuo, de forma a conseguir um fluxo energético recíproco.
Porque estas técnicas envolvem concentração e intimidade, logicamente desenvolvem os laços afectivos entre o homem e a mulher, que perduram para lá do acto sexual, construindo um sentimento de união muito mais profundo e duradouro.

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