Um estudo da Ipsos publicado na revista Psychologies Magazine defende que as mulheres estão mais desinibidas, com cerca de 97% a conseguir exprimir melhor a sua sexualidade do que as suas congéneres das gerações anteriores. Apesar dessa evolução, há contudo coisas que registam ritmos de alterações diferentes. Lisa Ferreira Vicente, ginecologista-obstetra, indica as principais alterações que ocorrem no corpo da mulher ao longo da vida e que podem interferir na sua vida sexual.

Entre os 11 e os 15 anos

É nesta fase que surge a primeira menstruação. O aparecimento da primeira menstruação ou menarca, como os especialistas lhe chamam, é o culminar de várias alterações biológicas e hormonais que ocorrem no corpo feminino. A produção de hormonas sexuais femininas que ocorre nesta fase atinge o status hormonal característico da idade fértil.

Poderá haver um aumento da líbido e da lubrificação vaginal, uma vez que os mecanismos emocionais que influenciam o desejo também mudam de acordo com a produção hormonal.

A partir dos 14 anos

É, geralmente, nesta fase que ocorre o primeiro relacionamento sexual. Não há uma modificação do nosso perfil hormonal ou físico, como às vezes algumas pessoas pensam. Existe apenas uma mudança física que é a perda do hímen e que não tem qualquer impacto ou reflexo.

No entanto, é importante desmistificar algumas ideias que existem em relação à experiência da primeira relação sexual que estão erradas e que podem influenciar para sempre, não só o desejo sexual mas toda a vivência da sexualidade. Muitas vezes, as pessoas acham que a primeira relação é um momento mítico e, na maioria das vezes, não é. A qualidade das relações sexuais melhora com o tempo e com a prática.

Entre os 25 e os 45 anos

É nesta fase que a maioria das mulheres tem o primeiro filho. Com o nascimento de uma criança, ocorrem alterações hormonais, nomeadamente um aumento da produção de prolactina e uma diminuição dos estrogénios circulantes, que se refletem numa dimuição do desejo sexual e da lubrificação.

Associadas a estas alterações biológicas e hormonais, surge também o cansaço físico (resultado das novas rotinas) e o foco no vínculo afetivo com o filho, que diminuem a disponibilidade da mulher para o sexo.

A partir dos 50 anos

É nesta fase que ocorre a menopausa. A menopausa que marca o fim da menstruação traz consigo algumas alterações hormonais com um importante impacto na sexualidade da mulher. Há uma diminuição significativa na produção de estrogénios que diminui o desejo sexual e a lubrificação vaginal.

As queixas vasomotoras (os afrontamentos) que surgem nesta fase também podem diminuir a disponibilidade sexual, já que estes interferem no bem-estar da mulher. A terapêutica hormonal (indicada para os casos de menopausa precoce e para as queixas vasomotoras até aos 60 anos) pode ajudar a aliviar estes sintomas. A prática regular de ioga e mindfulness também ajuda a melhorar a qualidade de vida nesta fase.

8 benefícios do sexo em todas as idades

São inúmeros os estudos que enaltecem o papel da atividade sexual. Alguns garantem mesmo que os casais que estão juntos há vários anos fazem amor mais vezes do que os indivíduos que têm múltiplos parceiros. Saiba por que deve aproveitar sempre que a vontade e/ou a oportunidade surgir.

1. Ajuda a relaxar e a lidar melhor com situações stressantes.

2. Sacia os centros de recompensa no cérebro tanto como o chocolate.

3. Queima cerca de cinco calorias por minuto.

4. Rejuvenesce a nossa aparência.

5. Previne constipações e a gripe, porque ajuda a produzir anticorpos.

6. Fortalece os músculos pélvicos, prevenindo a incontinência mais tarde.

7. Reduz a probabilidade de o seu parceiro desenvolver cancro da próstata.

Texto: Sofia Santos Cardoso

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