O anúncio foi feito pela secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, no decorrer da iniciativa Dia Aberto do Projeto “Empoderar: do Sonho à Ação”, no Seixal, que pretende capacitar jovens mulheres ciganas.

Em declarações aos jornalistas, a secretária de Estado explicou que o projeto Rede de Escolas Multiculturais arranca já em setembro, no início do próximo ano letivo, em 60 agrupamentos de escolas, sendo o objetivo chegar a 160 agrupamentos de escolas até 2020.

De acordo com Catarina Marcelino, haverá um selo da multiculturalidade para as escolas que, integrando esta iniciativa, apresentem o melhor projeto.

“Vai começar em grupo piloto, muitas [escolas] de territórios [educativos] de intervenção prioritária ou outras, que não sendo, estão em territórios com muita multiculturalidade”, explicou Catarina Marcelino, não especificando em que zonas do país estão as escolas.

A secretária de Estado adiantou que o objetivo deste projeto, feito em parceria com o Ministério da Educação, é levar a que as escolas se abram à comunidade e que façam um projeto que se prolongue por todo o ano letivo, trabalhando em conjunto professores, alunos e sociedade civil, e que traga para dentro do espaço escolar os diferentes hábitos culturais e as especificidades dos países.

Durante a sua intervenção, a secretária de Estado defendeu que a educação para a cidadania tem que ser feita nas escolas públicas, através de um caminho consolidado, que não esteja sempre a mudar consoante os diferentes Governos.

Nesse sentido, anunciou também que está a trabalhar com o secretário de Estado da Educação, João Costa, com vista a implementar um Programa Nacional para a Cidadania, não havendo ainda uma data para o arranque deste projeto.

Catarina Marcelino adiantou que chegaram à conclusão de que há necessidade de definir competências pessoais e sociais no fim de cada ciclo letivo, para além das competências educativas.

“Aproveitando o trabalho das ONG e da sociedade civil para ter projetos na área dos direitos humanos, cidadania, igualdade de género, até numa ótica de prevenção da violência doméstica, para que as crianças saiam com essas competências sociais e pessoais assumidas”, explicou a secretária de Estado.

De acordo com a governante, não se tratará de uma disciplina específica, mas adiantou que está a ser estudado o modelo inglês, em que em cada ciclo letivo os alunos têm de desenvolver três projetos em três áreas.

“É projeto para todas as crianças e jovens, mas também é necessário que a comunidade cigana perceba que pode progredir e melhorar a sua qualidade de vida, dar um futuro melhor às suas crianças se as suas crianças, rapazes e raparigas forem à escola e poderem ser no futuro aquilo que desejarem ser”, sublinhou Catarina Marcelino.

A secretária de Estado frisou que a escola tem que servir todas as pessoas, respeitando as diferenças, e adiantou que pretende “desenvolver esforços” para que as crianças ciganas “possam ir à escola e fazer o seu percurso escolar”.

Catarina Marcelino disse ainda acreditar que, entre o Programa Nacional para a Cidadania e o trabalho feito pelas Comissões de Proteção de Menores, será possível definir uma estratégia de integração das crianças ciganas nas escolas.

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