“Cumprimos os objetivos que desejávamos, que é mostrar o grande descontentamento por este problema de falta de trabalhadores, comum em muitas escolas do nosso país”, referiu Paula Bravo, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul (STFPSS).

A responsável falava à Lusa depois de terminar o protesto do pessoal não docente em frente a uma das escolas do agrupamento, a Básica 2,3 de Corroios, onde professores, alunos e representantes da autarquia também marcaram presença para mostrar “solidariedade” para com este movimento.

“São problemas que são comuns a outras escolas, que é encerrarem diariamente serviços essenciais como a papelaria, a reprografia, o bar, o ginásio ou a biblioteca, um setor tão importante numa escola”, referiu.

Na visão da sindicalista, “é inadmissível” que este problema se continue a arrastar sem que o Ministério da Educação tome medidas.

“Parece que estão a passar ao lado e não veem que este é um problema grave para todos, para trabalhadores não docentes, docentes e alunos. Principalmente para os alunos, porque é para eles que a escola existe”, frisou.

Neste sentido, Paula Bravo mostrou-se preocupada com a segurança nas escolas, que também é afetada pela falta de funcionários para assegurarem a vigilância.

“Admiro-me de não surgirem problemas mais graves nas escolas com as crianças e jovens porque não há vigilância, não é possível”, indicou.

O protesto do pessoal não docente, que se iniciou pelas 08:00, levou ao encerramento das cinco instituições de ensino do agrupamento: Escola Secundária João de Barros, Escola Básica 2,3 de Corroios e as primárias Nuno Álvares Pereira, Ciclo de Miratejo e José Afonso.

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