Ainda assim, a tutela preferiu destacar que, dentro do nível elementar, a percentagem de alunos com um domínio da língua inglesa ao nível mais básico baixou de 47%, em 2014, para 26,6%, em 2015, ou seja, cerca de 20%.

Os resultados foram apresentados hoje pelo presidente do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), Hélder Sousa, e pelo ministro da Educação e Ciência (MEC), Nuno Crato, numa sessão pública no Teatro Thalia, no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, dedicada aos resultados globais obtidos pelos alunos que realizaram o Preliminary English Test (PET), a prova de diagnóstico elaborada pela Universidade de Cambridge, e que tem um caráter obrigatório apenas para os alunos do 9.º ano.

O ministro da Educação anunciou hoje que a prova de diagnóstico de inglês do 9.º ano, elaborada pela Universidade de Cambridge, vai passar a contar para a nota final dos alunos, com um peso que pode ser igual aos dos exames nacionais e provas finais.

No final do 3.º ciclo de escolaridade os alunos deveriam apresentar um nível de proficiência na língua inglesa equivalente ao nível de certificação B1, que pressupõe um domínio que permita manter uma conversa sobre matérias simples do dia-a-dia sem qualquer tipo de ajuda.

Os resultados obtidos no PET revelam que 61,8% dos alunos do 9.º ano que realizaram o teste têm um nível abaixo do B1, um nível elementar de conhecimento e domínio da língua, que se distribui pelos níveis de certificação pré-A1, A1 e A2.

De acordo com os números divulgados, 26,6% dos alunos demonstram conhecimentos ao nível mais básico (pré-A1 e A1), o que representa cerca de dois níveis abaixo do expectável, mas, sublinharam Hélder Sousa e Nuno Crato, esta é uma percentagem que em um ano foi reduzida sensivelmente para metade, uma vez que em 2014 eram 47% os alunos do 9.º ano com resultados que se enquadravam neste nível de inglês.

“Nós tivemos uma evolução muito positiva neste segundo ano. Temos ainda muito potencial, contudo, para melhorar na aprendizagem do inglês. Os resultados mostram que muitos jovens de um ano para o outro progrediram muito significativamente, mas mostram ainda que há jovens que têm deficiências sérias ao nível do domínio da língua inglesa e vamos ter que dar-lhes uma atenção especial”, declarou o ministro.

Já para Hélder Sousa, se é “inédito na história da avaliação em Portugal” haver “uma melhoria tão expressiva como aquela que se verificou este ano”, é também evidente “que há um imenso trabalho a fazer”.

“É preciso perceber que no ano passado tínhamos 50% dos alunos no nível, que era o nível pré A1 e A1, que era absolutamente aterrador, absolutamente assustador do ponto de vista que era o desempenho dos alunos a inglês depois de cinco anos de escolaridade. Esse problema está a ser atacado positivamente e está a ser reduzido, mas 25% de alunos com este nível continua a ser para nós absolutamente inaceitável”, disse.

Apenas 29,1% dos alunos do 9.º ano obtiveram resultados dentro do nível esperado (B1), melhorando o resultado de 17% de 2014, e 9,1% conseguiram mesmo chegar ao nível B2, um nível de certificação e de domínio da língua esperado no ensino secundário, mas que Hélder Sousa acredita que poderá em poucos anos passar a ser o nível exigido ao 9.º ano, agora que a escolaridade obrigatória passa a prever inglês curricular a partir do 3.º ano.

O PET realizou-se em 1.223 escolas. 111.534 alunos estavam inscritos, 96% dos quais eram alunos do 9.º ano, os únicos que obrigatoriamente tinham que realizar a prova.

Dos inscritos, 0,3% frequentava o 6.º ano de escolaridade, 1,1% o 7.º e 8.º anos e 2,5% eram alunos do ensino secundário.

O teste foi feito, em todas as suas componentes, por 85.297 alunos, o que significa que 23,5% dos alunos (26.237) não realizaram a prova, segundo dados divulgados pelo IAVE.

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