A diferença continua a ser grande no segundo ciclo do ensino básico, ou seja, 5º e 6º anos, com os alunos nacionais a estarem 8.214 horas nas salas de aula, face às 7.260 horas da OCDE. Os dados contam do recente estudo da OCDE "Education at a Glance 2019", que acaba de ser publicado.

Segundo o relatório, Portugal gasta 74% do tempo das aulas a ensinar, com os professores a perderem demasiado tempo a manter a ordem e em tarefas burocráticas.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Diretores Escolares (ANDE), Manuel Pereira, ouvido pela TSF, "cada vez mais os alunos passam demasiado tempo na escola". "Eu percebo que para as famílias por vezes a escola é a única resposta quando estão a trabalhar, mas a escola não pode responder, como hoje acontece, a tudo, com os prejuízos que daí advêm. Os alunos que estão ali a passar o tempo até ir para casa não são muito beneficiados", explica.

O relatório denota ainda o "acelerado" envelhecimento dos professores portugueses que já são dos mais envelhecidos entre os países desenvolvidos. Mais de 40% dos docentes nacionais têm mais de 50 anos (em 2005 eram 22%) e apenas 1% menos de 30 anos (em 2005 eram 16%).

Por outro lado há mais alunos com menos de 3 anos a frequentar o ensino pré-escolar.

Já no Ensino Superior, apenas 30% dos alunos concluem as licenciaturas nos três anos de duração do curso e o abandono dos cursos antes do 2.º ano é de 12%.

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