“Poderemos ter mais pessoas a terminar o 12.º ano, mas depois menos alunos a entrar no ensino superior”, alertou hoje o secretário de estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES), João Sobrinho Teixeira, numa entrevista à Fórum Estudante, transmitida em direto na página de Facebook da revista.

Devido à pandemia da covid-19 que levou à necessidade de manter o distanciamento social e à suspensão das aulas presenciais desde março, o Governo decidiu alterar a fórmula de cálculo de acesso ao ensino superior.

Este ano, os alunos só precisam fazer exames às disciplinas exigidas para os cursos a que pretendem concorrer.

O secretário de Estado alertou hoje que é preciso estar precavido para o caso de não conseguirem entrar no curso com que sonham: “Os alunos têm de pensar num leque para ter uma abrangência de candidatura, porque algo pode correr mal e depois ficam sem a prova de ingresso”.

Sobrinho Teixeira recomendou aos alunos que perspetivem “o seu futuro e outras alternativas com a realização de provas que permitam esse acesso”.

Os estudantes devem assim avaliar quais vão ser as provas de ingresso que vão realizar, perspetivar o que será a sua primeira opção, mas perspetivar também as provas necessárias para uma segunda ou terceira opção, reforçou.

Todas as escolas estão encerradas desde 16 de março e apenas os alunos do 11.º e 12.º ano deverão voltar a ter aulas presenciais ainda este período: Em meados de maio, os estudantes deverão regressar às escolas apenas para ter aulas às disciplinas a que se propõem fazer exame.

O ano letivo vai terminar apenas no final de junho, uma alteração que provocou também um atraso nas provas de acesso e na matrícula dos alunos que entrem no ensino superior. Sobrinho Simões diz que o “atraso é de duas semanas” e que as matrículas dos alunos deverão ocorrer em final de setembro.

“O nosso sonho seria que houvesse no próximo ano um maior incremento de estudantes”, disse em entrevista à Fórum Estudante.

Mas, além do receio de os alunos não fazerem as provas suficientes há ainda duvidas quanto ao eventual impacto económico da pandemia nas famílias.

“As nossas grandes preocupações neste momento são perceber qual será a resposta económica do país. Vamos ou não ter jovens a não se candidatar por questões económicas?”, questionou o secretário de estado, garantindo que o Governo tem resposta para estes casos.

“Nós temos respostas sociais. Nós estamos preparados para isso”, garantiu, sublinhando a importância da educação na “defesa das democracias e combate aos populismos que se estão a viver”.

“O combate pela qualificação é também um combate pelo modelo civilizacional que queremos”, defendeu.

Portugal vai terminar no sábado, 02 de maio, o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o Governo deverá anunciar na quinta-feira as medidas para continuar a combater a pandemia.

O país contabiliza 948 mortos associados à covid-19 em 24.322 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

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