Morag McNeil Koussa voltou para casa no Reino Unido após um pesadelo de 6 anos no Dubai. “Estamos muito felizes por tê-la aqui connosco, não há palavras para expressar a nossa alegria”, disse a sua família a Radha Stirling, responsável pela campanha Detained in Dubai, que fez de tudo pelo regresso desta mãe escocesa.

Há seis anos, a cidadã britânica Morag McNeil Koussa foi abandonada pelo marido e ficou presa às suas dívidas. Ele havia prometido voltar com dinheiro suficiente para pagar aos seus credores, mas no dia em que Morag assinou os documentos no tribunal e entregou o seu passaporte às autoridades, não compreendendo todas as implicações com o que estava a concordar, o marido de Morag apanhou um voo para fora do Dubai e nunca mais se ouviu falar dele.

Nos anos seguintes, as circunstâncias de Morag foram de mal a pior. Foi levada a tribunal por dívidas não pagas do seu marido, perdeu a sua casa e foi forçada a viver com outra família com a condição de cuidar de um parente idoso que sofria de demência.

O mais novo dos seus três filhos teve que deixar a universidade no Reino Unido devido à pressão financeira que a família estava a sofrer.

Os bancos e credores eram indiferentes à sua situação e continuavam a considerá-la legalmente responsável pelas dívidas do marido. Não tinha passaporte, o seu visto expirou, não podia trabalhar e não podia sair. Nem teve permissão para pedir o divórcio do homem que a traiu.

No entanto, a 11 de agosto a mãe escocesa pôde finalmente regressar ao Reino Unido e estar de novo com os filhos.

“Estamos extremamente felizes por termos ajudado a resolver o dilema de Morag”, disse Stirling, “Ela e a sua família passaram por um trauma terrível, emocionalmente e, claro, financeiramente, durante anos, sem perspetivas de solução. Assim que eles nos contactaram, começamos por levar a situação de Morag à atenção da imprensa britânica e das autoridades relevantes. Os deputados Daniel Zeichner e Aspana Begum foram particularmente recetivos e acompanharam os funcionários consulares britânicos. Estamos extremamente satisfeitos que os bancos envolvidos no seu caso finalmente concordaram que ela mesma foi vítima do fracasso do seu marido em cumprir as suas obrigações de dívida e que Morag merecia ser dispensada de pagar o que devia e ter permissão para voltar para casa".

"Quando os representantes de um cidadão no Parlamento se interessam ativamente pelo seu caso, se envolvem com a família e mantêm contato com as autoridades, isso faz uma enorme diferença e acelera um resultado positivo".

Radha Stirling fez inclusive um vídeo a falar do caso de Morag Koussa e do seu regresso a casa.

Fonte: press at

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