Academia Americana de Pediatria altera recomendações quanto ao uso da tecnologia por crianças menores de 2 anos

Novas recomendações baseiam-se na supervisão dos pais, em vez do limite de idade ou horas gastas em frente à televisão ou tablet

Novas recomenda

A Academia Americana de Pediatria (AAP) anunciou que vai alterar as suas recomendações quanto ao uso de aparelhos eletrónicos por crianças menores de 2 anos.

Após um estudo que envolveu uma série de especialistas, a AAP concluiu que a sociedade está cada vez mais tecnológica e que a exposição aos aparelhos eletrónicos, como telemóvel, televisão, tablets, é uma inevitibilidade e que cabe agora aos pais supervisionar o tempo que as crianças pequenas ocupam com estes aparelhos.

Na primeira recomendação, a Academia aconselhava os pais a não exporem os seus filhos menores de 2 anos a aparelhos eletrónicos e desaconselhava totalmente a televisão no quarto. Também limitava essa mesma exposição a duas horas por dia, no máximo.

No entanto, o estudo que a Academia realizou demonstrou que 30% das crianças americanas usam um aparelho eletrónico pela primeira vez antes dos 2 anos. Uma tendência que tem vindo a crescer, e que tão depressa não irá reverter. Como tal, a AAP vai lançar no próximo ano um documento oficial com novas recomendações tendo em conta não a idade, nem as horas gastas com os aparelhos eletrónicos, mas sim em como eles estão a ser usados e que os pais devem ter um papel determinante na supervisão.

Estas são algumas das novas recomendações da AAP:
- Os pais devem brincar com os seus filhos e controlar o uso de aparelhos eletrónicos.

- A aprendizagem dos bebés deve ser feita através da comunicação verbal e não através de vídeos.

- A qualidade dos conteúdos que a criança usa na aprendizagem impõe-se à plataforma.

- Os pais devem envolver-se nas atividades tecnológicas dos filhos, no sentido de supervisionar e acompanhar. Em caso de bebés, a supervisão é essencial.

- Dê preferência a atividades familiares sem o uso da tecnologia. Tempo de qualidade em família é essencial, e nestes casos os aparelhos eletrónicos não devem ser considerados.

artigo do parceiro: Susana Krauss

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