Durante os primeiros três meses de gravidez, podem ocorrer até cinco a dez por cento de abortos espontâneos. Alguns são indetetáveis por ocorrerem nas primeiras cinco semanas de gestação, antes da mulher saber que está grávida. No entanto, «no caso de sentir dores pélvicas ou ter hemorragias durante o primeiro trimestre de uma gravidez já conhecida, a grávida deve contactar o obstetra ou procurar um serviço de especialidade», aconselha Alexandre Lorenço, consultor em ginecologia e obstetrícia no Hospital de Santa Maria e assistente da Faculdade de Medicina de Lisboa.

As causas de aborto no primeiro trimestre são muito variadas, podendo estar relacionadas com deficiente implantação do embrião no útero, deficiente produção hormonal inicial, defeitos genéticos muito graves das células embrionárias ou por tóxicos ambientais. «O tratamento passa pelo repouso e por manter hábitos saudáveis (alimentares e de estilo de vida) não interferindo estes, de uma forma decisiva, no prognóstico final. Mais de metade terão um aborto após os sintomas se manifestarem», acrescenta o especialista.

Se se estiver grávida, não existe forma específica de evitar um aborto. «Mas sabemos que uma alimentação equilibrada, a ausência de hábitos de vida incorretos (tabagismo, alcoolismo, abuso de drogas e obesidade figuram no topo da lista de comportamentos indevidos) e exercício moderado e regular iniciados ainda antes da gravidez podem diminuir a frequência do aborto, pelo que uma consulta pré-concecional com o ginecologista seja recomendada», adverte. Se está grávida ou pretende engravidar, consulte um médico especialista e não deixe tudo ao acaso.

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