Quantas vezes perguntamos aos nossos filhos pelas brincadeiras no recreio? Como se chamam os colegas com quem eles mais brincam? Sabemos sobre o que conversam?
Sabemos se há alguma tarefa ou matéria na qual o nosso filho ajuda os colegas ou na qual os colegas o ajudam? Costumamos perguntar-lhes quais são os jogos da ginástica e como é que ele participa neles?
De quem são os desenhos que ele acha mais bonitos? E os textos? Sabemos porquê? Quantas vezes nos sentamos no regresso a casa e lhes damos 10 minutos de olhos nos olhos a falar sobre estes assuntos?
A escola é muito mais do que as letras e os números. A seguir à família, a escola é o maior e melhor espaço de aprendizagem.
Os pais não podem separar-se desse lugar como se escola e família fossem dois mundos sem ligação.
Para além dos TPC, há uma infinidade de aprendizagens que devemos continuar em casa, para que se fortaleçam na personalidade dos nossos filhos, para que sejam confirmadas ou rejeitadas consoante correspondam ou não aos valores que cada família defende.
O interesse que os pais demonstram pelo que lá se passa ajuda a cultivar o prazer com que as crianças devem caminhar para a escola.
Por outro lado, o acompanhamento das matérias de um modo que idealmente deve ser lúdico e descomprometido mostra-lhes que não é possível crescer sem aprender e por isso nos interessamos tanto pela escola.
Mas o que significa "acompanhar as matérias de um modo que idealmente deve ser lúdico e descomprometido"? Veja o significado na próxima página

Bom, idealmente porque mesmo as crianças emocionalmente mais maduras e responsáveis precisam de uma ajuda efectiva no sentido de que, em certos momentos, pode ser necessário sentar ao seu lado e ajudar na solução de um caso concreto ou a estudar uma matéria que se lhes apresente mais difícil.
Todavia, essa situação deverá ser excepcional: as crianças devem estudar sozinhas. Os pais devem manter-se por perto, disponíveis para orientar alguma resposta (de preferência sem dar a resposta), mas continuando nos seus afazeres habituais.
É muito importante que aprendam a estudar sozinhos porque só assim ganham confiança e autonomia.
Não custa nada aos pais saber, genericamente, os programas e os conteúdos mensais ou por período e escolher actividades para os tempos livres da família que desenvolvam as competências e os conhecimentos que é suposto adquirirem.
Muitas vezes, tais actividades ajudam-nos a perceber a utilidade das matérias no quotidiano ou a compreendê-las noutra perspectiva.
Também não custa nada puxar conversas que levem a debater, ou a reflectir, ou a pesquisar na net, sobre assuntos que estão a ser falados na sala de aula.
Muitas vezes acabaremos por ser nós a aprender também. Este é o modo lúdico ou descomprometido com que podemos trazer a escola para casa.
Descomprometido no sentido de que os pais não podem nem devem estar obrigados a mais uma tarefa diária que são os TPC.
Se for uma obrigação, algo forçado, aprender será seguramente enfadonho e a escola será, para todos, o assunto a evitar.
A leveza que colocamos quando falamos da escola tem tantas vezes a ver com a forma como os pais viveram a "sua" escola.
Se essa vivência não foi boa - acreditem - vale a pena reflectir e rejeitá-la para começar tudo de novo com os nossos filhos.
Parte do sucesso escolar e da motivação para aprender pode depender do entusiasmo com que em casa soletramos a palavra E-S-C-O-L-A.
Colaboração de Madalena Martins de Sousa
A Equipa Let’s Grow.

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