A chegada de um novo irmão ao seio da família nem sempre é encarada com a maior das felicidades por parte dos irmãos mais velhos.

Foi o que sucedeu com Marta, filha de Teresa Pais, empregada de balcão.

«Tenho uma filha com 10 anos e um bebé com 9 meses. A minha filha sempre pediu muito um irmão e, também por nossa vontade, acabámos por ter mais um filho», admite.

«O problema é que, apesar de adorar o irmão, tem muitos ciúmes. Já conversámos várias vezes com ela, mas a situação não está fácil. Como devo agir?», questiona-se muitas vezes.

Alexandre Nunes de Albuquerque, psicoterapeuta pisicanalítico, sugere o diálogo como a primeira via de intervenção. «Sem dúvida que conversar com a sua filha sobre o que ela sente em relação ao irmão é muito importante. Fazê-la verbalizar os sentimentos mais e menos positivos que tenha pelo irmão e dizer-lhe que é natural que os tenha pois passou 10 anos a ser o centro das atenções sem ter de dividir o amor dos pais com mais ninguém», recomenda.

«Mas, para além disso, pode-lhe fazer questões sobre o futuro dela e do irmão. o que quer fazer, um dia mais tarde, a nível profissional? E o irmão, o que virá a fazer? Como é que ela acha que vai ser um dia a relação entre os dois quando já forem adultos e grandes?», refere ainda o especialista.

«Pergunte-lhe se ela não quer ajudar em certas atividades como ajudar a cuidar do irmão. Basicamente, não queremos que ela reprima os sentimentos negativos que tem pelo irmão, queremos que ela os verbalize e que, a seguir, consiga construir junto de vós um aparelho para pensar nesses sentimentos sem os reprimir nem transformá-los em sintoma. Deste modo, ela mesma vai poder recontar e reconstruir o conceito que tem da relação com aquele irmão mais novo e com os pais de ambos», conclui.A chegada de um novo irmão ao seio da família nem sempre é encarada com a maior das felicidades por parte dos irmãos mais velhos.

Foi o que sucedeu com Marta, filha de Teresa Pais, empregada de balcão.

«Tenho uma filha com 10 anos e um bebé com 9 meses. A minha filha sempre pediu muito um irmão e, também por nossa vontade, acabámos por ter mais um filho», admite.

«O problema é que, apesar de adorar o irmão, tem muitos ciúmes. Já conversámos várias vezes com ela, mas a situação não está fácil. Como devo agir?», questiona-se muitas vezes.

Alexandre Nunes de Albuquerque, psicoterapeuta pisicanalítico, sugere o diálogo como a primeira via de intervenção. «Sem dúvida que conversar com a sua filha sobre o que ela sente em relação ao irmão é muito importante. Fazê-la verbalizar os sentimentos mais e menos positivos que tenha pelo irmão e dizer-lhe que é natural que os tenha pois passou 10 anos a ser o centro das atenções sem ter de dividir o amor dos pais com mais ninguém», recomenda.

«Mas, para além disso, pode-lhe fazer questões sobre o futuro dela e do irmão. o que quer fazer, um dia mais tarde, a nível profissional? E o irmão, o que virá a fazer? Como é que ela acha que vai ser um dia a relação entre os dois quando já forem adultos e grandes?», refere ainda o especialista.

«Pergunte-lhe se ela não quer ajudar em certas atividades como ajudar a cuidar do irmão. Basicamente, não queremos que ela reprima os sentimentos negativos que tem pelo irmão, queremos que ela os verbalize e que, a seguir, consiga construir junto de vós um aparelho para pensar nesses sentimentos sem os reprimir nem transformá-los em sintoma. Deste modo, ela mesma vai poder recontar e reconstruir o conceito que tem da relação com aquele irmão mais novo e com os pais de ambos», conclui.

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