Mais de 300 atrizes, argumentistas, diretoras e outras personalidades do cinema lançaram hoje um projeto para apoiar a luta contra o assédio sexual em Hollywood e noutras profissões nos EUA.

O projeto chama-se 'Time's Up' e pretende incluir um fundo para apoio legal a mulheres e a homens vítimas de assédio sexual no trabalho.

A organização já arrecadou mais de 13 milhões de dólares (10,8 milhões de euros) dos 15 milhões de dólares (12,5 milhões de euros) que espera conseguir.

O projeto destina-se principalmente às pessoas cujos empregos mal remunerados não lhes permitem defender-se, como, por exemplo, trabalhadoras agrícolas e domésticas, porteiras, operárias e empregadas de café.

"Muitas vezes, o assédio persiste porque os perseguidores nunca sofrem as consequências das suas ações", diz o grupo numa "carta de solidariedade" publicada no seu site.

A Time's Up também exige mais mulheres em cargos diretivos, igualdade de remuneração e de oportunidade para as mulheres, e pede aos meios de comunicação social para destacarem os abusos que ocorrem "em campos profissionais menos glamorosos e menos valorizados" do cinema, com o objetivo de fazer do setor "um lugar seguro e equitativo para todos".

Entre os membros da 'Time's Up', formada na sequência de diversas acusações de assédio sexual que se seguiram ao escândalo à volta da conduta do produtor Harvey Weinstein, estão as atrizes Cate Blanchett, Ashley Judd, Natalie Portman e Meryl Streep, a presidente da Universal Pictures, Donna Langley, a escritora Gloria Steinem, a advogada e ex-chefe do Gabinete de Michelle Obama, Tina Tchen, e a co-presidente da Fundação Nike, Maria Eitel.

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