Foi através da sua página de Instagram que António Raminhos falou sobre o "medo" que se instalou durante o processo de vacinação contra a Covid-19.

"Uma das acusações das pessoas que não querem tomar vacina é de que quem a toma está a fazê-lo pelo medo. Pelo medo veiculado nos media e Governo, pelo medo de uma doença que não é tão grave, pelo medo de estar a ser controlado, de uma trama. Mas sendo assim… quem não a toma também não está a fazê-lo pelo medo? O mesmo medo de ser controlado, de não ser segura, de não ser necessária? Quando a única razão para se tomar ou não tomar a vacina devia ser, pasme-se, a nossa consciência, sem andar a enfadar outros", começou por refletir o humorista.

"Acredito que ninguém tem de convencer os outros de nada e, principalmente, do modo como é feito atualmente. Digam-me uma pessoa que tenha mudado de opinião sendo persuadida à bruta com acusações ou medo? Seja a favor ou contra a vacina, vegetariana, adepto de um clube… Já alguém mudou radicalmente de opinião ao ouvir na rua, 'o fim do mundo vem aí, salve-se e junte-se a nós'? Mais do que mudar de vida, mudou de passeio! Já alguém se tornou vegan ao sair de um McDonalds e ter uma manifestação a chamar-lhe de tudo e mais alguma coisa?", continuou, afirmando que "não é assim que aprendemos a amar algo ou alguém, com uma voz a gritar-me aos ouvidos: 'tens de gostar de mim agora e já'.

"É a observar, a sentir, a conhecer, muitas vezes em silêncio. Nos tempos que correm tudo gira em torno do barulho, do medo, da agressão e até da própria insegurança de cada um. Aliás, a constante tentativa de persuadir pessoas acontece sobretudo quando alguém não está totalmente confortável com a sua decisão e procura, deste modo, não se sentir sozinho. 'Porque quantos mais formos mais isso significa que estou certo!' Não me parece que exista certo ou errado, existem escolhas e eu sou responsável pelas minhas", destacou de seguida, explicando que procura que as suas escolhas "sejam feitas em paz e respeito".

"E pode ser que a minha tranquilidade faça sentido para outros. Não há só branco ou preto, há toda uma paleta de cores ao dispor. Porque no fim de contas quaisquer que sejam as nossas decisões, o mundo vai continuar sempre com outras escolhas, outras pessoas e outras consciências", rematou.

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