Nasceu em Angola no meio de um conflito armado que acabou por privá-lo de uma infância com o pai, executado por razões políticas. Com a mãe aprendeu a enfrentar as mais duras dificuldades e foi depois da sua morte que decidiu rumar a Portugal.

Hoji Fortuna vinha em busca de um 'canudo' que lhe daria um futuro melhor, mas nem o título de aluno brilhante conseguiu impedir que fosse alvo de discriminação e cedo se desse conta de que seria duro vingar como advogado.

Decidiu reinventar-se, entrou no reality show 'O Bar da TV', da SIC, e venceu. O prémio trouxe-lhe notoriedade, mas o preconceito falou mais alto.

Em entrevista ao Notícias Ao Minuto assume sem receios que em Portugal foi vítima de racismo e viu o seu potencial ser desacreditado por ser um artista de raça negra. Em Nova Iorque encontrou o respeito pelo seu talento e esteve perto de Hollywood. Mas será que Hollywood é o sonho?

O meu pai foi executado por razões políticas, um facto que marcou a minha vida

Nasceu e cresceu em Angola, e precisamente um ano depois de nascer (em 1975) começa a guerra civil no país. Que memórias guarda de uma infância vivida num país em conflito?

Tive uma infância bastante ativa, não necessariamente agradável. Quando se é criança tem-se uma perspetiva diferente da vida. O mundo é uma novidade constante e há toda a excitação de se absorver essa novidade. Entre brincadeiras e essas descobertas, o dramatismo da guerra passa-nos despercebido, ou é percebido como apenas mais uma novidade entre tantas outras. E só em adultos nos damos conta do impacto que as pequenas micro-agressões derivadas da vida numa sociedade em guerra - com todas as carências a ela associadas -, têm nos adultos que nos tornamos. Mas guardo memórias preciosas - boas e más - da minha infância e adolescência.

Perdeu o seu pai ainda criança e a sua mãe em idade muito jovem, de que forma estas perdas influenciaram a sua vida?

As mortes dos meu pais não estão dissociadas do clima de guerra e carência em que cresci. No caso do meu pai, mais diretamente, na medida em que ele foi executado por razões políticas, um facto que marcou a minha vida e do meu núcleo familiar restrito até aos dias de hoje. E no caso da minha mãe, uma consequência da perda do meu pai, o suporte do núcleo familiar, que forçou a minha mãe a tomar esse lugar sozinha e com dois filhos ao seu cuidado.

Foi difícil vê-la debater-se com as dificuldades de ser mãe solteira com dois filhos pequenos, numa sociedade em que de certa forma as pessoas que durante a vida do meu pai estiveram presentes, com a sua morte desapareceram, com medo talvez de ao associar-se à minha mãe serem conotadas com o passado político do meu pai. E essa solidão, com as consequentes dificuldades económicas, numa mulher orgulhosa, educada a não pedir favores, talvez tenha estado na base dos problemas de saúde que culminaram na sua morte. Ter testemunhado tudo isso marcou profundamente a pessoa que sou hoje.

Quando se muda para Portugal qual era o seu principal objetivo?

Mudei-me para Portugal no aniversário da morte da minha mãe (a minha vida é cheia dessas coincidências simbólicas). O meu objetivo principal foi a formação em Administração Local que consegui graças a uma bolsa de estudos do governo de Angola e, com a conclusão dessa formação, regressar a Angola e poder aplicar os conhecimentos adquiridos e poder ter uma vida digna.

A verdade é que tirou o curso de Administração Autárquica e chegou a frequentar Direito. Acha que se perdeu um bom administrador/político, quem sabe um bom advogado, ou na realidade o seu caminho não era por aí?

Nada se perde, tudo se transforma, como já dizia Lavoisier. E no final é a vida que dita as regras. Todos os caminhos são válidos. Poderia ter sido um bom administrador/político ou um bom advogado ou juiz. Mas a vida quis que eu conhecesse o mundo de outra forma. E a experiência de vida por que tenho passado nesse trajeto, apesar de nem sempre agradável, é algo que talvez não conseguisse experienciar se tivesse optado por outro caminho.

Há miúdos nascidos em 2001 que foram batizados em minha homenagemA representação e o mundo do entretenimento sempre fizeram parte dos seus sonhos?

A representação e o mundo do entretenimento sempre fizeram parte da minha existência, mas não necessariamente dos meus sonhos. Desde pequeno que gosto de cantar. Os meus padrinhos informais deram-me a alcunha de 'Rouxinol' por causa disso. Acho que aprendi isso com a minha mãe, que adorava cantar. Cantávamos juntos muitas vezes. E sempre gostei de imitar os apresentadores de televisão e os personagens dos filmes e novelas, mas cresci numa sociedade que não valorizava as artes como opção profissional e onde para se assegurar um futuro a pessoa tinha que se formar em Medicina, Direito ou Engenharia... ou profissões formais similares.

Torna-se conhecido do grande público em Portugal no Bar da TV, um reality show da SIC. Este programa abriu-lhe as portas do entretenimento ou acabou por sentir na pele o estigma menos positivo associado a estes formatos?

O 'Bar da TV' foi sem dúvida o episódio de vida que me encetou nas lides do entretenimento. Mas apesar da popularidade conquistada, há miúdos nascidos em 2001 que foram batizados em minha homenagem, não me abriu as portas que a participação em reality shows similares abriu a outros concorrentes. Estive dois anos à procura de trabalho no entretenimento depois disso. Acho que sofri estigmas de dois tipos: um de desprezo por ser um concorrente de reality show (que não impediu outros concorrentes de terem os seus próprios programas de televisão) e outro de ordem racial. Os agentes com que trabalhei na altura alertavam-me sempre para a dificuldade de enquanto negro poderem arranjar trabalho para mim. E senti isso na pele.

Existe uma falta de confiança no potencial dos atores de raça negra em PortugalEm Portugal chegou ainda a protagonizar alguns programas e séries televisivas relacionados com humor, de que forma se deu essa afirmação da sua carreira?

Nos dois anos de hiato seguidos à minha participação em 'O Bar da TV' e mesmo depois disso, tive a ajuda de várias pessoas da comunidade negra de Lisboa. Duas dessas pessoas foram o Ricardo Abrantes e o Paulo Magalhães, que eram gerentes de um bar em Santos (o ComVento Club) e abraçaram um projeto de stand-up comedy que eu passei a ter às quartas-feiras nesse bar. O projeto chamava-se 'Humor Negro' e o objetivo principal era a descoberta de talento negro ao nível da comédia, apesar de estar também aberto a comediantes brancos e de outras etnias. Eu era o anfitrião. Na mesma altura, um dos comediantes do projeto, o Vítor Ferreira, estava a concorrer ao concurso nacional de stand-up comedy. Os produtores do 'Levanta-te e Ri' foram ao meu bar vê-lo. Nessa noite, por acaso, (outra das coincidências simbólicas da minha vida) um dos comediantes agendados não compareceu e, como era hábito, eu substituía com um texto da minha autoria o comediante em falta. Conheci os produtores do 'Levanta-te e Ri' nessa noite.

O Vítor Ferreira entretanto conseguiu o terceiro lugar no concurso nacional de stand-up comedy, cujo prémio era uma atuação no 'Levanta-te e Ri'. Ele convidou-me a ir assistir à atuação dele. Nos bastidores conheci o Fernando Rocha, que me confessou ter sido meu fã em 'O Bar da TV' e sugeriu que eu participasse porque o programa nunca tinha tido um negro a atuar. Eu hesitei, mas acabei por aceitar e enviei o texto que usava para substituir os comediantes em falta no 'Humor Negro'. A produção gostou do texto e eu tive a minha primeira atuação no programa, que marcou o começo de uma relação com a SP Filmes, que era também a produtora de 'Os Malucos do Riso' - onde comecei também a atuar dois anos depois.

Existiu o preconceito de, por ter começado no humor, só poder fazer este tipo de personagens, ou, pelo contrário, aquilo que aconteceu foi um desacreditar no seu potencial?

Tive esse receio. Apesar de ter interpretado um papel nada cómico em 'O Crime Não Compensa'. Mas de facto tive o receio de ser estereotipado como ator só de comédias. Quanto à falta de confiança no meu potencial, acho que existe uma falta de confiança no potencial dos atores de raça negra em Portugal em geral. Daí os atores negros não terem papéis relevantes que lhes permitam depois competir nos prémios anuais e daí conquistarem um estatuto que lhes permita um sustento profissional similar ao dos atores brancos.

Em Nova Iorque encontrei respeito. Em Portugal existia um elitismo relacionado com a arte/profissãoDecide depois rumar a Nova Iorque, qual o motivo desta mudança?

De facto, uma das primeira instrutoras de acting que tive em Nova Iorque, a Penny Templeton, quando lhe disse que em Portugal eu interpretava personagens cómicos, ela achou estranho. Disse-me que não conseguia ver-me fazer esses papéis. Via-me mais a fazer personagens sérios, detetive, médico, advogado, etc., como os que Morgan Freeman faz, apesar de eu ser mais novo. E foi o que a atriz Maria Botelho Moniz me disse também, quando a conheci na minha última audição em Portugal, em 2008, para um papel de advogado num projeto da SP Televisão para o qual acabei por não ser escolhido. Essa foi uma das razões que me fez rumar para Nova Iorque: a limitação profissional a que estaria sujeito no mercado português em virtude da minha raça. Já tinha estado em Nova Iorque em duas ocasiões e convivido com o meio artístico dessa cidade fantástica de forma a perceber que tinha fortes possibilidades de me impor nesse mercado.

O que encontrou em Nova Iorque que fez mudar a sua carreira?

Em Nova Iorque encontrei respeito. Desde o primeiro momento em que declarei ser ator nunca fui questionado. Em Portugal existia um elitismo relacionado com a arte/profissão. O meu trajeto de vida e profissional nunca foi normal. Não tive as vantagens para frequentar um curso num conservatório de cinema ou teatro e descobri muito tarde que queria ser ator. Cheguei a ser preterido em papéis em Portugal porque, apesar de ser o candidato melhor posicionado, não ter o diploma deste ou daquele curso. Em Nova Iorque nada disso importava. É uma arena. Se dizes que és bom, prova-o (put your money where your mouth is). É essa atitude que Nova Iorque dá, que está na letra da música 'New York New York', de Frank Sinatra, e que guia a minha carreira.

'Guerra dos Tronos' foi uma experiência traumática para mimDepois de ter protagonizado o filme 'Viva Riva', com o qual ganhou o Africa Movie Academy Award de Melhor Ator Secundário, dizia-se que estava perto de chegar a Hollywood, considera que conseguiu lá chegar ou este é ainda um dos seus objetivos?

A vida tem a qualidade de se intrometer nos nossos planos se não estivermos atentos e focados. A primeira pessoa a dar-me uma oportunidade de interpretar um papel num filme em Nova Iorque foi uma escritora e cineasta independente de nome Vigil Chimé. A Vigil disse-me numa audição que tive com ela, que se eu queria triunfar como ator tinha que estar focado. Não podia deixar que nada me distraísse desse caminho. Apesar de Hollywood nunca ter sido um sonho para mim, reconheço ter dado passos de vida que retiraram temporariamente algum do foco que eu tinha num sucesso de carreira e não ter aproveitado convenientemente o impulso que 'Viva Riva' deu à minha carreira. Mas aprende-se e consegui regressar ao caminho. Se ele me levará a Hollywood ou não, o tempo dirá. A minha trajetória de vida nunca foi linear e acho que não vai começar a sê-lo agora.

Chegou a fazer o casting e a ser selecionado para fazer parte da quarta temporada de 'A Guerra dos Tronos'. Como foi esta experiência e porque motivo a sua participação não chegou a concretizar-se?

'Guerra dos Tronos' foi uma experiência traumática para mim. As razões nada têm que ver com a produção, mas comigo. Entrei nesse projeto pelas razões erradas, paguei o preço por isso e é uma experiência que não pretendo repetir. Também é um assunto que não gosto de discutir, até porque continuo vinculado a um dever de confidencialidade.

Em Portugal fez recentemente a novela 'Paixão', encontrou diferenças nas produções portuguesas quando comparado com a altura em que se estreou?

Estive ausente de Portugal por dez anos, mas não creio que além da dimensão do aparato de produção tenha sentido grandes diferenças. A produtora com que trabalhei, a SP Televisão, tinha nela incorporada vários elementos da SP Filmes, com a qual trabalhei durante os primeiros anos da minha carreira, e foi agradável ter-me cruzado e trabalhado com pessoas com as quais trabalhei há anos atrás numa das experiências mais memoráveis da minha vida performativa. A memória levou-me várias vezes a um passado em que mais parecíamos uma família do que colegas de trabalho. Mas o profissionalismo mantém-se.

Não creio que exista alguma pessoa negra em Portugal que não tenha sido objeto de discriminação racial ou xenófobaRecentemente integrou também uma grande produção da TV Globo, a novela de época 'Nos Tempos do Imperador'. Como se dá esta passagem para as grandes produções no Brasil?

Em 2018 participei em Lisboa num evento organizado pela Academia Portuguesa de Cinema e coordenado pela Patrícia Vasconcelos. O evento designa-se 'Passaporte' e tem como objetivo a conexão de atores portugueses a diretores de casting internacionais (produtores de elenco no Brasil), com vista à internacionalização. O evento é constituído por workshops abertos ao público com esses diretores de casting e inclui um showcase e encontros individuais exclusivos a atores selecionados. São selecionados anualmente entre 12 a 14 atores para esses encontros exclusivos e em 2018 eu fui um dos selecionados. Entre os Diretores de Casting escolhidos para essa edição estavam diretores de casting da Rede Globo. Eu cresci a ver telenovelas da Globo, parte da minha escola enquanto ator vem de observar e tentar imitar atores como Lima Duarte, António Fagundes, José Wilker, Milton Gonçalves, etc. Então, trabalhar no Brasil era um desejo antigo. Fui considerado para alguns projetos lá ao longo dos anos (3%, Mundo Cão, Vazante, Legalidade), mas nenhum se concretizou. Com o Passaporte 2018 e o contacto com os produtores de elenco da Globo, que manifestaram interesse em trabalhar comigo, concretizou-se a participação no elenco principal de 'Nos Tempos do Imperador'.

Trabalhou como ator em Portugal, em Nova Iorque e no Brasil. O que mais distingue estes três países em termos de produção televisivas e até produções cinematográficas?

A diferença principal é a dimensão. A produção audiovisual em Portugal concentra-se em Lisboa, uma cidade pequena em comparação a Nova Iorque ou ao Rio de Janeiro e São Paulo, as cidades-força em termos de produção audiovisual no Brasil. Em relação a Nova Iorque também a quantidade enorme de produção independente que se faz nessa cidade.

Apesar de não ter ido a um médico, acho que entrei em depressão clínica com esse episódioFalemos agora sobre um tema que já referiu diversas vezes nesta entrevista e que tem estado em debate permanente na sociedade atual: o racismo. O Hoji Fortuna já assumiu no decorrer desta conversa ter-se sentido discriminado em Portugal por questões racistas e xenófobas...

Não creio que exista alguma pessoa racializada negra em Portugal que não tenha sido em algum momento, senão sistematicamente, objeto de discriminação racial ou xenófoba, quer por meio de micro-agressões intencionais e não-intencionais, por atos racistas normalizados praticados por indivíduos ou instituições, quer por meio de ações gravemente dolosas. E eu não sou excepção.

Há alguma situação de discriminação de que tenha silvo alvo que tenhamarcado particularmente?

Durante muito tempo não consegui explicar o porquê de ter abandonado o curso de Direito. Sou do tipo de pessoa que cresceu com imensos traumas desde tenra idade. E quando se cresce assim, quando os traumas passam a fazer parte da normalidade da vida, a reação natural é sofrê-los e atirá-los para trás, ou seja, esquecer que eles sequer aconteceram. Enterrá-los num canto qualquer da nossa mente para que eles não nos impeçam de seguir em frente. Mas por mais que os queiramos esquecer, qualquer psicanalista pode atestar, eles não desaparecem. E voltam para nos assombrar de formas diversas. Ou vão-se acumulando até que um dia um deles se torna a gota de água que faz transbordar o copo e explodimos.

No meu caso, foi um entrevista de emprego para um projeto numa grande empresa em Portugal. O projeto era novo e muito ambicioso. A posição era uma posição de gestão e eu um brilhante estudante de Direito - assim me descreviam os meus professores e colegas. O concurso foi-me comunicado por uma pessoa amiga que estimo imenso e que tinha ligações dentro da referida empresa. Eu tinha o Título de Residência, que me permitia trabalhar legalmente em qualquer empresa do ramo privado, sentia-me mais do que capaz de preencher os requisitos exigidos e candidatei-me à posição. Ultrapassei as fases todas do processo até a final. E foi-me confidencializado que eu tinha sido a candidato mais impressionante, mas infelizmente não ia ser contratado por não ter a nacionalidade portuguesa. Aceitei o murro no estômago, mas não consigo descrever o desapontamento e a dor que isso me causou.

Apesar de não ter ido a um médico e de fingir para mim mesmo que era apenas mais um golpe e que ia passar, acho que entrei em depressão clínica com esse episódio e a partir daí passei a encarar de forma diferente as minhas expectativas de futuro em Portugal. Decidi parar tudo o que estava a fazer e reinventar-me. Acho que não está a correr muito mal.

Vários artistas negros já assumiram publicamente que a cor da pele, em alguns países e meios artísticos, significou uma dificuldade acrescida na afirmação das suas carreiras. Sentiu o mesmo?

Em Portugal senti-o, sem dúvida. E mesmo a distância continuo a senti-lo. Deixa-me imensamente triste pela quantidade de talento negro existente e negligenciado em Portugal. Recentemente tomei conhecimento de uns prémios do audiovisual em que dos mais de 81 nomeados nas várias categorias, um era negro. Como é que isso acontece? Em 2018 assisti a outros prémios em que a moda era similar.

Na sua opinião, o que precisa de ser feito para que o preconceito e discriminação deixem de fazer parte da sociedade atual?

Assumir a sua existência e ter-se a humildade de se educar em relação ao assunto. Desromantizar a 'aventura' colonial portuguesa também, os 'Descobrimentos'. Há literatura abundante sobre o assunto, particularmente no Brasil onde há em curso um debate sobre o assunto. Por o racismo ser um tabu em Portugal, a sua origem mexer com as estruturas constitutivas do 'orgulho' nacional, boa parte das pessoas não sabe sequer, além das que não querem saber, o que é e por consequência acredita que não existe em Portugal.

Em relação ao audiovisual, que é a janela através da qual a sociedade portuguesa se vislumbra, acho que quem está à frente das políticas de criação e determinação dos protagonismos no audiovisual português tem a obrigação de ser anti-racista e criar espaços para que atores negros tenham as mesmas possibilidades de sucesso e reconhecimento que atores brancos. Como está a acontecer no Brasil e mesmo dentro da própria Globo, em que o assunto da representatividade e da diversidade está em discussão. Ou no Reino Unido e nos EUA, há anos que está em discussão, desde pelo menos os #oscarsowhite em 2016, também em Portugal é necessário que se tenha a coragem humanitária para se enfrentar essa questão de frente e corrigirem-se as desigualdades que vêm sendo perpetuadas.

Em relação ao futuro da sua carreira, o que nos pode contar sobre novos projetos?

Vivo a vida um passo de cada vez. Neste momento é Brasil e 'Nos Tempos do Imperador'. A seguir logo veremos em que projetos e geografias.

Isso significa que pretende continuar a sua carreira internacional protagonizando projetos em vários países diferentes?

Adoro viajar e contactar novas culturas. Nesse sentido sou um descobridor e o meu trabalho permite-me satisfazer esse prazer. Vou onde o trabalho me levar e fico o tempo que o trabalho me permitir ficar.

Qual o sonho que enquanto ator gostaria de ver realizado?

Estranhamente, não tenho sonhos desses. Tenho muitos sonhos à noite, mas sonhos enquanto ator, nem por isso. Uma conquista de cada vez. Bem, talvez um Oscar da Academia de Cinema de Hollywood?

Se pudesse escolher o título da notícia que anunciaria o seu maior feito profissional, qual seria?

Venho de uma escola em que se prega que crescimento enquanto ator e crescimento enquanto ser humano são sinónimos. Então o título seria: Ator Hoji Fortuna cria cidade verde no coração de África.

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