De acordo com a mesma fonte, o ator, que fez teatro e cinema em Portugal depois a Revolução de Abril de 1974, morreu no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, não tendo sido adiantadas as causas da morte.

Jean-Pierre Tailhade, nascido em Toulouse em agosto de 1939, esteve na fundação do Théâtre du Soleil, na década de 1964, juntamente com Ariane Mnouchkine e Philippe Léotard, passou pelo Théâtre de l'Acte e esteve na organização do festival mundial de teatro de Nancy.

Na página oficial, o ator recorda que, nos anos 1970, já em Portugal, fez parte do grupo Comuna - Teatro de Pesquisa, ao lado de nomes como João Mota, Carlos Paulo e Manuela de Freitas, entrando em peças como "Fogo!", "O muro" e "Em maio".

Em 1979, com Manuela de Freitas e José Mário Branco, Jean-Pierre Tailhade esteve no aparecimento do Teatro do Mundo, tendo trabalhado nesta companhia ao longo da década seguinte.

Jean-Pierre Tailhade foi repartindo o trabalho artístico entre Portugal e França, em particular em Toulouse, onde dirigiu a peça "Parlez-moi d'amour", com o Théâtre de l'Acte, e fundou, nos anos 1990, a companhia Les Enfants du Paradis.

Em 1993, em Toulouse, criaria ainda o Théâtre de l'Eclat, estrutura que dirigiu até ao fim.

Apesar de se considerar um homem do teatro, Jean-Pierre Tailhade também fez cinema em Portugal, trabalhando com realizadores como Rita Azevedo Gomes, Manoel de Oliveira, Valeria Sarmiento e João Mário Grilo.

De acordo com Rita Azevedo Gomes, a última representação de Jean-Pierre Tailhade foi em 2019, em Labège, perto de Toulouse, "com a revelação do diário de María Casarès, 'Resident Privilégiée'".

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