Daniel Oliveira escolheu Ângelo Rodrigues como o seu convidado para este sábado abrir o coração no programa 'Alta Definição', da SIC. Numa conversa dominada pelas emoções, o ator recordou a sua infância marcada pela falta de afetos e ainda aquela que foi uma das perdas mais dolorosas da sua vida: a morte do pai.

Ângelo agradece aos pais o facto de nunca o terem castrado em nada, mas lamenta as marcas que a relação pouco afetuosa dos progenitores deixou em si.

“Venho de uma família que não era muito afetuosa. Sentiam muito, mas não expressavam. Curiosamente, é o adulto que sou hoje”, conta, garantindo que apenas soube o que era o amor já na vida adulta.

“Nunca tive um abraço do meu pai na minha vida”, lamenta, explicando que mais tarde percebeu que era de outra forma que os seus progenitores expressavam o amor. Atitudes que só mais tarde chegou a perceber.

Foi apenas momentos antes da morte do pai que Ângelo ouviu da sua boca a palavra amo-te.

“Eu e a minha família acabamos por assistir à morte do meu pai”, conta, lembrando que foi num momento em que ficou sozinho no quarto que aproveitou para fazer a pergunta crucial: “Num dos momentos em que eu estive sozinho com ele perguntei-lhe, porque é que tu nunca me disseste que me amavas?”

“Ele não me conseguiu responder a isso, mas eu disse: Amo-te, e tu? Diz-me'. E ele disse. Deve ter sido a última palavra", recordou, sem conseguir conter a emoção.

Este momento levou a família do ator a melhor a forma como manifesta as emoções, ainda que se mantenha a dificuldade em verbalizar o amor. Também a relação com a mãe foi melhorando ao longo dos anos. Hoje, ainda que em raras ocasiões e nunca pessoalmente, a palavra amo-te já faz parte das trocas de carinho entre Ângelo, a mãe e a irmã.

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