A emissora estatal italiana Rai está a ser pressionada para esclarecer as acusações de que, alegadamente, terá tentado censurar o rapper Fedez, quando este mostrou que iria chamar a atenção para o problema da homofobia durante um concerto que ia transmitido neste canal.

Fedez criticou os políticos do partido italiano Liga, que estão a bloquear uma lei contra a homofobia, durante um discurso feito no referido concerto, que acabou por ser transmitido ao vivo este sábado, dia 1 de maio.

O rapper alega que o canal de televisão lhe pediu que mostrasse o guião do que ia dizer antes de subir ao palco, orientando-o posteriormente para remover as referências à Liga, partido de extrema-direita liderado por Matteo Salvini.

Fedez decidiu manter o seu discurso, que incluiu declarações homofóbicas proferidas por políticos do partido nacionalista. "A gestão da Rai 3 pediu-me que omitisse os nomes e os partidos. Tive de lutar um pouco, muito, mas no final deram-me autorização para me expressar livremente", disse o rapper já em palco.

Depois da estação de televisão ter negado as acusações, Fedez partilhou uma chamada telefónica gravada com um dos executivos da Rai, onde este afirmou que os comentários do rapper eram "inapropriados", aconselhando-o a remover os nomes que o artista tinha planeado criticar.

A Rai encontra-se agora a ser investigada, nota o jornal The Guardian.

O antigo primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, já demonstrou o seu apoio a Fedez através de uma publicação no Twitter onde se lê: "Nenhuma censura".

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