A entrevista com António Costa começou com o primeiro-ministro a referir que, "felizmente, está melhor do que a generalidade das pessoas, porque muitas estão a sofrer imenso". "Umas estão doentes, outras estão aflitas com as doenças de familiares, cerca de 20 mil pessoas que estão sob vigilância ativa...", destacou, reconhecendo que "estamos a viver um momento único das nossas vidas".

"Ninguém estava à espera, nem ninguém está preparado para um momento destes. É uma enorme responsabilidade", confessou, realçando que o que lhe dá mais "energia" nesta fase complicada é todo o empenho dos profissionais de saúde que estão na linha da frente do combate à pandemia da Covid-19, sem esquecer as pessoas que "disciplinadamente têm-se resguardado nas suas casas". "Os exemplos de civismo têm sido absolutamente extraordinários", frisou.

António Costa admitiu que neste momento "não sabemos se vamos estar assim um mês, dois ou três meses".

"Isso é, obviamente, assustador para todos. Portanto, nós temos de criar as condições para criar uma cápsula de proteção para podermos atravessar este período de forma a podermos começar a retomar a normalidade da vida. Acho que o sonho de todos os portugueses seria que no final deste mês de abril pudéssemos todos começar a abrir um pouco as portas", acrescentou, referindo que esta é uma realidade que não pode ser garantida porque "ninguém sabe dizer se isso vai ou não ser possível". Isto porque estamos perante "um vírus novo, que os próprios cientistas não conhecem ainda".

Em Portugal, esta quarta-feira, dia 1 de abril, há mais 808 casos de Covid-19 do que ontem, e esta é uma fase que ainda se encontra a aumentar. "Nos últimos dias o ritmo de crescimento está menor, isso pode ser um bom sinal, mas este mês é perigosíssimo", salientou, referindo-se ao facto de estar a aproximar-se a Páscoa.

"É um momento muito difícil para todos nós percebermos que vamos ter de viver a Páscoa, este ano, de uma forma radicalmente diferente", reforçou, dirigindo-se em especial aos emigrantes para este ano não viajarem para Portugal para estar com a família. A entrevista seguiu com António Costa a frisar que é muito importante proteger as pessoas mais velhas por pertencerem ao grupo de risco.

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