Hayat al-Fahad, atriz do Koweit, está a gerar indignação ao ter defendido a expulsão dos expatriados daquele país do Golfo para que os koweitianos tenham uma vaga hospitalar caso estejam infetados com o novo coronavírus, relataram hoje as agências internacionais.

"Já tivemos o suficiente. Se ficarmos doentes, não haverá (lugar) no hospital", declarou Hayat al-Fahad, de 71 anos.

"Porque devemos cuidar deles se os seus próprios países não os querem? Essas pessoas não deveriam sair durante as crises?", prosseguiu a atriz, em declarações feitas a um canal da televisão local, citadas pelas agências internacionais.

Ainda nas declarações à estação de televisão local, a atriz septuagenária reforçou que os expatriados deviam ser "expulsos" e até "colocados no deserto".

"Não sou contra a compaixão, mas chegámos a um nível em que já tivemos o suficiente", concluiu Hayat al-Fahad.

Segundo relatou a agência France-Presse (AFP), as declarações da atriz geraram uma indignação quase imediata nas redes sociais.

"Quantos koweitianos vivem atualmente fora do Koweit? Se todos aplicassem essa lógica, o que aconteceria com eles?", escreveu um internauta na rede social Twitter, de acordo com a AFP.

O Koweit regista oficialmente, até à data, 317 casos positivos de infeção pelo novo coronavírus.

Até ao momento, este pequeno país do Golfo Pérsico, onde os hospitais ainda não demonstram sinais de saturação, não teve vítimas mortais associadas à pandemia da covid-19.

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