Mickael Carreira é já bem conhecido em Portugal, por isso, nos últimos tempos o músico tem vindo a apostar em sucessos além-fronteiras. Depois da parceria com Henrique Iglesias, o cantor tem agora surpreendido com duetos ao lado de artistas brasileiros. Lucas Lucco deu o 'pontapé de partida' nesta fase, que ganhou depois um novo fôlego com Lexa. Foi precisamente sobre isto que o Fama ao Minuto esteve a falar...

A música 'Diz Que Não' já conta com quase dois milhões de visualizações do YouTube. Como é que se sente com todo este sucesso?

Deixa-me muito contente. A aceitação tem sido muito boa. Recebi muitas mensagens sobre a música, sobre o videoclipe e, surpreendentemente, recebi muitas mensagens do Brasil, o que obviamente me deixou muito feliz. O feedback é muito positivo e espero que continue com este crescimento.

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Como surgiu a oportunidade de trabalhar com a Lexa?

A oportunidade de trabalhar com a Lexa surgiu através de um amigo, que fez a ponte entre nós. Fiquei super contente porque sou fã do trabalho dela há já muito tempo. A Lexa é uma das artistas com mais notoriedade no Brasil, juntamente com a Anitta ou Ludmilla. Ter a oportunidade de trabalhar com uma artista da dimensão da Lexa é sempre bom e o facto de ser na mesma língua faz ainda mais sentido.

Eu acho que não há uma fórmula mágica para o sucesso

Em que se inspiraram para criar o sucesso?

Eu acho que não há uma fórmula mágica para o sucesso. Lembro-me de que estava em estúdio com os produtores e estávamos a escrever a canção e até foi dos temas mais rápidos que fizemos para este disco. Tudo se fez em 20 minutos/meia hora, desde o beat, melodia, letra. Foi super rápido. Sempre soube que queria uma voz feminina para cantar aquele tema comigo, aliás fazia todo o sentido devido à letra, principalmente do refrão. A partir daí começámos a pensar em vários nomes, até que surgiu o nome da Lexa e entraram em contacto com ela para a convidar.

O que distingue o público brasileiro das outras nacionalidades com que contacta através da sua música?

Já tive a oportunidade de cantar em espanhol com o Enrique Iglesias ou o Sebastian Yatra, assim como lancei temas em espanhol e através disso pude contactar com o público latino que é muito, muito caloroso. Sobre o público brasileiro o que posso dizer é que é um público também muito caloroso com o qual eu sinto uma grande afinidade e proximidade, penso que isso deve-se a termos a mesma língua em comum. Quando estivemos no Rio de Janeiro a gravar o videoclipe pude sentir isso.

Além da Lexa trabalhou ainda com Lucas Lucco. Algum motivo em especial para este investimento no mercado brasileiro?

Com o Lucas Lucco existe uma amizade há muitos anos e sempre falámos em gravar alguma coisa juntos mas nunca tínhamos encontrado a musica certa até ao dia em que eu escrevi o 'Deixa Que Eu Vou'. Senti que era a música e o momento certos para gravarmos juntos. Obviamente que há um piscar de olho ao mercado brasileiro, mas não é bem um investimento até porque tudo aconteceu de forma muito natural.

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Já é reconhecido pelos fãs no Brasil?

Não tanto como em Portugal, mas sim já fui reconhecido. Estivemos a gravar no Rio de Janeiro e fui abordado por alguns brasileiros e isso sabe sempre bem.

Quais foram os comentários mais engraçados que recebeu referentes a estas duas parcerias?

Não me lembro de nenhuma mensagem engraçada em particular, lembro-me de muita gente dizer que gostava do tema, do vídeo. O Lucas Lucco é um nome mais conhecido em Portugal e penso que este tema com a Lexa ajudou a divulgar o trabalho dela no nosso país e isso surpreendeu os fãs portugueses.

A altura de verão é sempre complicada. Tentamos conciliar com a vida pessoal. É uma questão de organização e equilíbrio. Não é fácil, mas é possível

Sentiu algumas dificuldades de comunicação por lá ou teve de se adaptar de alguma forma?

Não, até porque falando devagar, pausadamente conseguimos comunicar bem. Achei relativamente fácil.

Os meses que se aproximam costumam ser repletos de trabalho para os artistas. Como é que faz nestes momentos para conseguir equilibrar a vida pessoal com a profissional?

A altura de verão é sempre complicada. Muito trabalho, concertos e no meu caso tenho ainda a gravação do novo disco. São muitas horas em estúdio mas é inevitável. A nossa profissão é assim. Tentamos conciliar com a vida pessoal. É uma questão de organização e equilíbrio. Não é fácil, mas é possível.

Tem planos para fazer mais parcerias com artistas brasileiros no futuro? Ou outros?

Sim, é uma coisa que quero fazer com artistas internacionais, mas também nacionais, porque em Portugal temos grandes artistas com muita qualidade. Está nos planos. Há vários nomes na mesa mas não vou revelar quais... É uma coisa que gosto de fazer e vou continuar a fazer, até porque quando a música faz sentido na voz de dois artistas, ela tem mesmo de acontecer.

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