Na última fotografia que partilhou no estúdio de gravação, em Cortegaça, no distrito de Ovar, onde passava horas a fio a fazer uma das coisas de que mais gostava, Tony Lemos surge compenetrado e pensativo. O fundador dos Santamaria, que se debatia com uma forte depressão há vários meses, foi encontrado morto em casa, na passada terça-feira. Tinha 48 anos. "Estou a berrar por dentro. Além da tua família, todos nós te amamos. Nada justifica o suicídio. Estou sem chão", lamentou o humorista Fernando Rocha.

O músico e produtor discográfico, que nas últimas semanas esteve a trabalhar no novo disco do cantor José Malhoa, utilizava regularmente as redes sociais para fazer declarações de amor públicas à mulher, grávida do terceiro filho, aos dois filhos e à irmã, Filipa Lemos, a vocalista do grupo. "A minha companheira de luta, minha irmã na vida, nos sonhos, nas angústias, nas vitórias, nas derrotas, mas, sobretudo, no caminho de vida e de trabalho que traçámos há muitos anos", elogiou publicamente o artista.

"Sabes o quanto te adoro e o quão importante és para mim! Que a vida continue a dar-te tudo aquilo a que tens direito e que mereces que eu estarei sempre por aqui no silêncio dos meus aplausos", escreveu Tony Lemos nas redes sociais no passado dia 11 de agosto, data de aniversário da irmã, sete anos mais nova, que tratava carinhosamente por Xanxita. Fundados em 1987, os Santamaria lançaram o primeiro álbum no ano seguinte. "Falésia de amor" e "És demais" são alguns dos maiores êxitos do grupo.

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