O duo japonês Kokusyoku Sumire, de sonoridade e estética únicas, apresenta-se ao vivo no dia 1 de Maio, às 21h30, no Auditório do Museu do Oriente, com um espectáculo que conjuga opereta, música cigana, cabaret, balada japonesa e j-pop com um visual-kei.

Sumptuosamente vestidas, com penteados extravagantes, as duas ninfas góticas que constituem as Kokusyoku Sumire (Violeta Negra) produzem sons oníricos que evocam Alice no País das Maravilhas, em que a festa do chá inclui não só a Lebre de Março mas também o Pierrot de Au Clair de la Lune.

Yuka (soprano, acordeão e piano) e Sachi (violino e piano) transportam o público através da sua música, fazendo-o recuar no tempo até ao início do século XX.

A propensão para as histórias de fadas, lendas e contos de terror é o elo que as une. Yuka e Sachi tanto abordam, na sua música, a devastação das almas apaixonadas da tradição popular japonesa como, logo a seguir, passam para uma versão improvável de Carmen ou para uma marcha militar do princípio do século passado.

Os seus trajes coloridos são um prolongamento do som: por vezes “capuchinhos vermelhos”, outras “marias-antonietas” ou usando um simples quimono.

As Kokusyoku Sumire seguem a tradição iniciada pelos primeiros compositores japoneses, como Rentaro Taki ou Kosaku Yamada, que partiram para a Europa no final do século XIX e regressaram ao Japão com a música clássica modernista. Uma vez adaptada à cena japonesa, esta música perde alguma superlatividade e torna-se mais familiar, mantendo, simultaneamente, um tom exótico.

As duas violetas negras parecem seguir o mesmo ascetismo do vestuário associado ao movimento lolita-gótica. Este resulta da adaptação japonesa da moda europeia de outros tempos – saias em balão, aventais e rendas, violetas, chapéus e toucado –, traduzindo-se, nas Kokusyoky Sumire, numa relação óbvia entre o visual e o sonoro.O interesse pelo universo misterioso dos contos de fadas e as histórias misteriosas da beleza gótica são partilhados pelo realizador de cinema Tim Burton, fã assumido do duo japonês que, com ele, reparte um entendimento criativo.

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