Fomos experimentar canyoning e não podia ter sido mais espetacular
créditos: Adventure Kingdom

Uma jornalista lê o programa da viagem à Madeira:

- “Que giro! Vamos fazer canoeing na Madeira. Deve ser um passeio simpático.”

Outra jornalista relê o programa:

- “Hmmmm..espera. Afinal é canyoning! (pausa para respirar fundo e para pesquisar na internet). Ok, vai ser bonito, vai”.

E foi assim que nós, duas jornalistas pouco experientes em atividades ao ar livre, tomámos consciência de que íamos ser levadas para o meio da floresta para descer cascatas, fazer rappel e tobogãs.

“Então mas e agora! O que vestimos? O que calçamos? Vamos só de fato de banho? Mas estamos em abril! E se a água está muito fria? E se escorregamos nas rochas? E se caímos?” E se... E se... E se...

Foi neste momento que se instalou o pânico, quando nos apercebemos que um agradável fim de semana na Madeira envolvia uma das atividades mais radicais e inesquecíveis para conhecer o coração da ilha: o canyonig.

Esta atividade consiste num desafio para explorar uma ribeira ou um curso de água vertiginoso. Os obstáculos verticais e anfíbios são ultrapassados através de diversas técnicas como escalar, saltar, descer em rappel e nadar. As descidas das ribeiras, muito abundantes na região, mostram o que a ilha tem de mais puro e virgem.

Atualmente é possível praticar este desporto em diversos locais devidamente equipados como Ribeiro Frio, Ribeira da Pedra Branca, Ribeira da Hortelã, Ribeira do Passo ou Ribeira do Inferno. Existem quatro níveis de canyoning e nós fomos fazer o primeiro, na Ribeira das Cales.

Às 9h30 seguimos caminho para o Parque ecológico do Funchal, a aproximadamente 1500 metros de altitude. Numa casa de madeira, onde todos os grupos se reúnem para a preparação e um pequeno briefing, equipámo-nos a rigor. E a dificuldade começou logo ali, porque quase é preciso um curso intensivo para vestir o fato e as meias de Neoprene.

Para além do fato foi-nos disponibilizado ainda o EPI Completo (Capacete, arnês, mosquetões, oito, e longe, homologados pela UIAA para a actividade), botas próprias para a atividade, Licença para a realização de atividades na Floresta, Seguros de acidentes pessoais (Segundo a lei portuguesa), chocolates e transporte.

Segundo a Adventure Kingdom, a empresa responsável pelo nosso passeio, esta é uma atividade acessível a todos, dos 10 aos 80. Já fizeram canyoning com grupos de mais de 20 pessoas e com pessoas com necessidades especiais, como autistas ou cegos. Garantiram que é muito seguro e nós fomos comprovar.

O nervosismo aumentava à medida que nos aproximávamos do local onde íamos iniciar a descida. Estávamos completamente protegidas, tanto pelo equipamento como pelos dois guias, o Tiago e o Filipe, que foram incansáveis e super profissionais durante todo o percurso. A aventura estava prestes a começar!

Andámos alguns minutos a pé e chegámos ao primeiro local de descida: 6 metros! E não, não é nada de especial, porque mais tarde seria pior. Nós é que estávamos mesmo nervosas. Fraquinhas!

As pernas começaram a tremer, o coração disparou e lá descemos. E só podemos dizer que foi BRUTAL!

Daí para a frente foi sempre a abrir. Foram cerca de 3 horas a caminhar, fazer rappel, escorregar, trepar, nadar e saltar. Tudo isto no meio de uma paisagem de cortar a respiração.

O fato e as botas protegeram do frio (sim, porque a temperatura da água rondava os 5-8 graus). Os guias mostraram o caminho e deram-nos uma segurança extrema, tanto foi que o medo de fazer canyoning passou em minutos. A meio do percurso, um chocolate para repor energias pareceu-nos a melhor recompensa do mundo.

O clima ora estava frio, ora estava quente, mas o corpo aguentou sempre sem se queixar. Apanhámos sol e nevoeiro cerrado. Nadámos em águas cristalinas, descemos em escorregas naturais e ainda vimos trutas a comerem mosquitos nas lagoas, de forma a controlar uma propagação exagerada daqueles bichos irritantes mas que fazem falta ao ecossistema.

Subimos, descemos, rimos, tirámos fotos, trememos, desafiámo-nos. E foi a melhor experiência que tivemos nos últimos tempos.

Veja um pequeno vídeo da nossa grande experiência:

O SAPO viajou a convite da Associação de Promoção da Madeira. Para mais sugestões, visite o site www.visitmadeira.pt

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