A nova temporada do Festival Terras sem Sombra estende-se de abril a outubro e vai percorrer 11 concelhos, entre os quais os estreantes Mourão e Montemor-o-Novo, e conta com vários países convidados: Bélgica, Eslováquia, Hungria, Polónia, República Checa e Espanha.

No primeiro fim de semana de atividades, a 2 e 3 de abril, o agrupamento de câmara Trio Klavis atua na noite de sábado (21h30), em Figueira dos Cavaleiros (Lagar do Marmelo). O arranque da temporada no concelho de Ferreira inclui ainda uma visita muito especial ao património cultural da aldeia de Peroguarda e uma ação de biodiversidade sobre as ervas comestíveis do receituário alentejano, sem esquecer outras plantas aromáticas e medicinais cujo uso se perde na noite dos tempos.

No ambiente cénico do Lagar do Marmelo, da autoria do arquiteto Ricardo Bak Gordon, o Trio Klavis apresenta-se para um concerto intitulado “Teatro de Sombras Música para violino, saxofone e piano”. O programa da noite de 2 de abril integra peças de Mozart, Shostakovich e Sakamoto.

Oriundo de Viena de Áustria, o Trio Klavis tem vindo a destacar-se, no plano internacional, pela diversidade do seu repertório sonoro. O rigor interpretativo e a qualidade tonal do ensemble vienense permitem-lhe imprimir um carácter e um timbre distintos a obras primas que vão dos períodos clássico e romântico, à era moderna.

Festival Terras sem Sombra arranca a 2 de abril com a música de Mozart interpretada num lagar alentejano premiado
Festival Terras sem Sombra

Património cultural e biodiversidade

Ainda antes do concerto na noite de sábado, a programação do Festival Terras sem Sombra no concelho de Ferreira do Alentejo inicia-se às 15h00 com uma visita guiada à aldeia de Peroguarda. A localidade desperta a atenção pela genuína e profunda riqueza da sua cultura tradicional, desvendada por etnógrafo local, Joaquim Roque. A freguesia sofreu grandes transformações desde que o regadio permitiu um intenso aproveitamento agroindustrial dos seus solos, mas a paisagem retém muito da beleza original e a aldeia não perdeu o espírito do lugar.

O etnomusicólogo corso Michel Giacometti amou profundamente esta terras e as suas gentes, cujo cante divulgou, e está sepultado no pequeno cemitério da aldeia. Também ele vai ser lembrado nesta iniciativa do Festival, de que faz ainda parte o lançamento da obra “Peroguarda 58/59”, de Luís Ferreira Alves e inauguração da exposição de igual nome, patente no Museu Municipal de Ferreira do Alentejo.

Na manhã de domingo, 3 de abril (9h30), o ponto de encontro para a ação no âmbito da Biodiversidade é no Museu Municipal de Ferreira do Alentejo. Sob o mote “Quando a Botânica é também Gastronomia: Carrasquinhas, Catacuzes, Funchos & Cia.”, o Festival propõe resgatar do esquecimento algumas ervas com largos pergaminhos na gastronomia do concelho.

Nesta ação, os participantes partem num périplo pelos velhos caminhos em torno de Ferreira do Alentejo em direção ao Cabeço da Águia, de onde se avistam largos panoramas, hoje marcados pela preponderância do olival e do amendoal, mas onde persistem oásis da vida selvagem e autênticos redutos daquelas espécies. Sob a orientação de guias experientes, o objetivo é aprender a identificar, a preservar e a consumir aquelas ervas sem colocar em risco o seu futuro e, igualmente, ficar a saber como colhê-las e usá-las.

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