É verdade que, desde muito cedo, procuramos e precisamos de referências: inicialmente por via dos nossos educadores, posteriormente pelos nossos pares e, já numa fase adulta, vamos procurar referências nos nossos chefes, líderes, formadores, 'mestres', terapeutas, etc. Seria uma lista extensa esta.

As referências são importantes e devem ser questionadas, investigadas. Não acolhidas como as únicas e as perfeitas. Das duas uma: são-nos dadas por pessoas nas quais confiamos e já experimentaram (e, ainda assim, pode não resultar connosco!), ou, optamos apenas por seguir as modinhas do mercado (a maioria dos casos acontece assim), o que nos pode deixar um vazio gigante, e a sensação de termos sido defraudados.

Há quem nos inspire, há quem nos pressione e há quem consiga provocar em nós as duas coisas.

É importante parar para refletir sobre quem nos inspira, e sobre quem nos pressiona:

1. Em que lugar estamos nós, na nossa vida?

2. Qual é a função dessa inspiração ou pressão? Faz-nos avançar ou bloqueia-nos?

3. Sentimo-nos merecedores ou tendemos a inferiorzar as nossas competências?

4. Conseguimos identificar o nosso gatilho para avançar? Inspiração ou inveja?

5. A pressão surge porque reconhecemos resultados ou porque as nossas crenças não nos permitem confiar que podemos ambicionar mais?

Devemos partir sempre de nós, observar e contemplar todo o nosso caminho. Diariamente podemos estar a conquistar mais um bocadinho de amor próprio, de empatia, aplicando esta aprendizagem através dos nossos pensamentos mais gentis e generosos, das nossas palavras mais cuidadas, dos nossos silêncios respeitadores.

Atualmente o mercado está cheio de estímulos, a oferta no âmbito do desenvolvimento pessoal, por exemplo, cresceu exponencialmente, porém, não necessariamente em qualidade.

Cuidado para não se sentir inferior: avalie bem com quem se está a comparar, onde procura inspiração, e, por quem se deixa pressionar.

A linha que separa a inspiração da pressão é muito ténue, pois é fácil, tendo em conta a dinâmica tóxica das redes sociais, darmos por nós a cobiçar os feitos dos outros quando não temos coragem de mergulhar nas nossas sombras, ou, a ousadia de arriscar viver os nossos sonhos.

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