RAMSÉS II

Ramsés II, Faraó do Egipto, viveu entre 1300 e 1236 a. C. e reinou durante 67 anos. Homem de grande valor, dedicado à ciência astrológica e fundador da maior e mais famosa das primitivas bibliotecas do Egipto, na sua nova capital Pi-Ramsés. Foi Ramsés II quem fixou os signos astrológicos cardinais: Carneiro, Balança, Caranguejo e Capricórnio. Durante o seu reinado e seguindo as suas instruções, foi construído o magnífico templo de Abu Simbel, escavado na rocha, segundo princípios astrológicos. A grande sala do templo de Amón em Karnak, também mandado edificar por Ramsés II, sabe-se agora que foi construída de acordo com os pontos fixos da esfera celeste. O reinado de Ramsés II deu ao Egipto prosperidade económica e construções magníficas durante quase 50 anos, depois da sua vitória sobre os hititas.

ASSURBANIPAL

Assurbanipal, Rei da Assíria, desde o ano 668 a. C. até 625. Combinando inteligência política e força militar, o seu poder foi tão grande que, pelo menos, dois reis (Cilicia e Tabal), se sentiram honrados por oferecer-lhe as suas filhas para o seu harém. A sua importância para a Astrologia deve-se ao seu grande interesse por esta disciplina, pela mitologia, pela história e pelas ciências naturais e, ao facto de ter fundado uma grande biblioteca em Nínive, formada por pequenas tábuas cuneiformes.

Os principais astrólogos de Assurbanipal, que gozavam de grande prestígio social, utilizaram a biblioteca para aperfeiçoar a sua arte e, alguns como Rammanu-sumausar, Nabu-musisi e Marduk-sakin-sumi, faziam as suas previsões a partir do movimento diário dos planetas e, criou-se um sistema de informações, através do qual, o rei recebia periodicamente através de mensageiros e desde todos os lugares do reino, a informação sobre tudo o que sucedia no céu e na terra e também o resultado da interpretação que sobre isso faziam os seus astrólogos. Estas informações eram utilizadas como armas políticas e para governar o seu reino. Após a sua morte, Nínive caiu em poder dos medos e dos caldeus (em 612 a. C.) e a biblioteca com cerca de 25.000 pequenas tábuas, foi destruída e dispersa.

PTOLOMEU

Claudio Ptolomeu do qual se sabe muito pouco acerca da sua vida, foi o mais importante astrólogo, astrónomo e geógrafo do mundo antigo (viveu entre os anos 120 e 180 ). Dedicou-se à observação do firmamento em Alexandria, durante os reinados de Adriano e Antonino Pio. Durante séculos foi considerado o Autor do primeiro livro de astrologia com base científica, o “Tetrabiblos”. Estudos mais recentes, dizem que este livro está baseado em documentação astrológica anterior, como babilónica, egípcia e grega. Mesmo que assim fosse, as observações realizadas e descritas por Ptolomeu na sua obra, descrevem-nos um mundo esférico no centro do Universo, rodeado pelos corpos celestes; as dimensões são frequentemente bastante exactas; cataloga mais de 1000 estrelas diferentes, 300 delas pela primeira vez. O contributo de Ptolomeu para o conhecimento e desenvolvimento da Astrologia e da Astronomia, foi fundamental.

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JOHANN MÜLLER

Astrólogo pontifício, mais conhecido por Regiomontano, nasceu em 1436 e faleceu em 1476. Alemão de origem, muda-se para Itália em 1462, procurando os autênticos manuscritos de Ptolomeu. Em 1471 instala-se em Nuremberg e, com o seu aluno e protector Bernhard Walther, equipou o primeiro observatório astronómico europeu, para o qual, construiu ele mesmo os instrumentos. Além disso, também construiu uma oficina tipográfica, onde imprimiu a maior parte das suas obras, entre as quais as efemérides, impressas em 1474, válidas para 30 anos. A sua contribuição mais importante à Astrologia, foi o seu sistema de divisão das Casas que, ainda é utilizado por alguns astrólogos. Chamado a Roma pelo Papa Sixto IV, para colaborar na reforma do calendário e para fazer uma previsão astrológica sobre a guerra que este mantinha com Florença, faleceu nesta cidade durante uma praga.

COPÉRNICO

Nasceu na Polónia, em 1473 e faleceu em 1543. Iniciou os seus estudos na Universidade de Cracóvia e, depois, durante dez anos continuou a sua formação em Itália, na época de Leonardo Da Vinci. Quando regressou ao seu país, era formado em Astronomia, Matemática, Direito, Medicina e Grego. No ano em que morreu, publicou “De revolutionibus orbium coelestium”, onde explica a sua teoria, fruto das suas observações, de que a Terra não é o centro do Universo, mas sim que se gira à volta do Sol, como Aristarco de Samos tinha dito, aproximadamente, no ano 270 a . C. A obra está dedicada pelo seu jovem colega, Rheticus, ao Papa Paulo III, protector da Astrologia e dirigida ao astrólogo contemporâneo Schoner e foi escrita em casa de Copérnico e sob a sua supervisão. Esta longa introdução contém uma longa dissertação astrológica, em que insere as teorias de Copérnico.

PARACELSO

Theophrastus Bombast von Hohenheim, Paracelso, nasceu em Einsiedeln, pequena aldeia perto de Zurich, em 1490 e morreu em Salzburgo, em 1541. A sua preocupação constante pela filosofia e prática da Medicina, levam-no a percorrer diversos países e a estar em contacto com os médicos da sua época. A sua insistência em estudar alquimia, os minerais, a teologia e a astrologia, distanciaram-no dos outros médicos e, até um dado momento, o seu lugar na história da medicina é um pouco obscuro.

A palavra “láudano” deve-se a Paracelso, e refere-se a uma preparação que inventou, que continha entre outros, pó de ouro e de pérolas e que não deve ser confundida com uma droga descoberta mais tarde pela ciência médica. Entre outras, foi partidário da administração de ferro nas deficiências sanguíneas, porque esta seria compensada pelas propriedades marcianas do metal. Entre as suas obras mais importantes estão: “ Das Buch Paragranum, dedicada a expor os princípios da Medicina, “Grösse Wundarznei ou Chirurgia magna” e o primeiro texto de medicina do trabalho, conhecido na literatura médica europeia, “Von der Bergsuchtund anderen Bergkrankheiten”.

Paracelso, fundador da química médica, acreditava que: “todas as influências provenientes do Sol, dos planetas e das estrelas, exercem o seu poder sobre o Homem de forma invisível e, se são más, produzirão efeitos maus.” Apesar de ter utilizado os seus conhecimentos astrológicos que aplicou na prática da medicina, nunca chegou a ser um astrólogo profissional; não levantou nem calculou horóscopos. Apesar disso, durante toda a sua vida se interessou pela inter-relação entre o homem e os planetas, chegando à conclusão de que os corpos celestes actuam como agentes livres, mas o homem não está rigidamente controlado por eles.

“ As estrelas são livres por si mesmas e nós somos livres por nós próprios”.

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JEAN BAPTISTE MORIN

Jean Baptiste Morin, nasceu em 1591 e morreu em 1659. Foi um dos autores católicos mais cultos do seu tempo. Estudou astrologia com o escocês Davidson e foi astrólogo da corte. Saiu de França em duas ocasiões, uma das quais para acompanhar Henriqueta Maria, a Inglaterra e, outra, a Roma onde foi recebido com grande entusiasmo pelo Papa Urbano VII, grande protector da Astrologia. Todos os seus trabalhos teológicos não o livraram da condenação geral, quando publicou a sua obra Astrologia Gallica. A crítica a vários aspectos da administração da Igreja, ocasionou a proibição e a condenação da maioria das suas obras. Foi astrólogo pessoal do Cardeal Richelieu e previu com exactidão as mortes de Luís XIII e outros homens famosos da sua época. Conta-se que era o astrólogo que se escondeu atrás das cortinas do quarto em que nasceu Luís XIV, para levantar o seu horóscopo com toda a exactidão.

WILLIAM LILLY

No último ano do reinado de Isabel I, em 1602, nasceu William Lilly, no seio de uma família campesina endinheirada. Como não lhe gostavam os trabalhos do campo, partiu para Londres em 1620, para tentar a sorte e foi secretário de um cavaleiro muito rico, mas analfabeto, Gilbert Wright, que morreu sete anos mais tarde, deixando-lhe uma renda anual de 20 libras. Tendo ganho os favores da Senhora Wright, propôs-lhe casamento e esta aceitou. Começou a interessar-se pela Astrologia e teve aulas com Mr. Evans, ao mesmo tempo que foi adquirindo uma grande biblioteca de astrologia, costeada com o dinheiro da mulher. Em 1633 começou a publicar livros de predições que lhe causaram mais de um problema. Ficou famoso por prever com exactidão o grande incêndio de Londres de 1666. Faleceu em 1681.

 José Arjones Maiquez

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