15 Março 1143 – 12:00 – Guimarães, Portugal

Dia «10 de Junho» comemora-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Após a instituição da República, foi escolhido este dia para representar Portugal, por ser a data que assinala a morte de Luís Vaz de Camões, o autor de «Lusíadas», uma obra imortal. Com o 10 de Junho, os republicanos de Lisboa de então, tentaram evocar a glória das comemorações camonianas de 1880, uma das primeiras manifestações das massas republicanas em plena monarquia.

Antes de mais, gostaria de deixar palavras de ânimo e esperança a todos os portugueses, pois o mapa do nosso país começa a ficar astrologicamente desanuviado das grandes pressões dos últimos tempos.

Dizer isto numa altura em que o desemprego atinge meio milhão de pessoas, em que todos os dias encerram empresas, parece um contra-senso. É altura de começarmos a sair da situação sombria a que fomos remetidos por uma imprensa que nos grita diariamente aos ouvidos: crise, crise, crise. Enquanto estivermos mergulhados nesta «egrégora» terrível, as pessoas terão dificuldade em levantar a cabeça. A palavra «medo» nunca se aplicou tão bem.

Esta análise é de natureza colectiva, enquanto país. Não se deve comparar com os nossos mapas pessoais.

O Sol de Portugal está em Peixes a 23º 59’. Nos últimos anos este Sol, que representa o povo na sua globalidade esteve submetido a pressões muito fortes, a exigir mudanças quase radicais. Não é vão que Plutão transita pelo signo Capricórnio. Posso destacar dois desses trânsitos poderosos:

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Úrano (diferenciação) em conjunção ao Sol, exigindo que nos conectássemos a valores mais universalistas, mais de acordo com o futuro. Úrano está a afastar-se do Sol. O trabalho ficou feito. Agora temos que avançar. Digamos que o povo, enquanto conjunto aprendeu a grande lição de não dar nada por garantido. A impermanência tornou-se a aprendizagem mais visível.

Plutão (profundas transformações globais) em quadratura a Saturno situado no exigente grau zero de Áries, um Ponto Cardinal. A profunda crise financeira esteve concentrada neste aspecto. Vejam-se os casos recentes do BPN e BPP, e o que estava podre veio ao de cima. Haverá sempre quem resista a mudanças. O resto , que é muito, compete aos homens e à sua fragilidade. No final de 2009 Plutão começará o seu afastamento de Saturno, fazendo com que a situação abrande, tornando-se cada vez menos asfixiante, mais tolerável, podendo todos começar a reestruturar as nossas vidas. Para trás, ficará o que não servia ao nosso povo. Esta visão confirma-se se olharmos para os Arcos Solares: Plutão está em processo de afastamento de Saturno. Eu diria que até ao final de 2009, o ambiente vai começar a suavizar.

Agora, é uma questão de senso comum e percebermos que não vale a pena nos agarrarmos a conceitos que estão rapidamente a sofrer alterações. Não fiquemos a lamber as feridas. Sigamos em frente.

Neptuno em Arcos Solares iniciou uma conjunção ao Sol de Portugal. É uma bela oportunidade para o nosso povo reafirmar a sua capacidade em se transcender, em seguir em frente, em manter a esperança nos novos tempos que se aproximam.

António Rosa

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