Em 1941, em plena II Guerra Mundial, o ataque surpresa das forças japonesas a Pearl Harbor, base naval dos EUA e quartel-general da frota do país no oceano Pacífico, levou à sua participação no conflito. A investida ceifou milhares de vidas e que desencadeou preconceitos raciais em relação aos cidadãos norte-americanos de ascendência japonesa, obrigando à evacuação em massa de 1,2 milhões de pessoas.

Em 1942, poucos meses após o ataque, Franklin D. Roosevelt, o então presidente dos EUA, assinou uma ordem de deportação e de encarceração de todos os nipo-americanos. Milhares de cidadãos, muitos deles já nascidos nos EUA, foram forçados a abandonar as suas casas, empregos, empresas e propriedades e levados para campos de concentração na Califórnia, levando consigo apenas alguns dos seus pertences.

A fotógrafa Dorothea Lange foi, na altura, contratada pelo exército dos EUA para documentar a evacuação, registando os momentos devastadores em que muitos nipo-americanos deixavam as suas vidas para trás. A dada altura, começou a revoltar-se contra a situação. Os militares, indignados, confiscaram-lhe as imagens, que só seriam tornadas públicas em 2006. Hoje, alguns sites disponibilizam-nas na internet.

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