O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está a levar um dinossauro feroz e falante para a sede das Nações Unidas para incentivar mais ações climáticas de líderes globais, numa curta-metragem como peça central da nova campanha "Don't Choose Extinction" (Não escolha a extinção) da organização.

Ao entrar na icónica assembleia geral, famosa pelos discursos de líderes de todo o mundo, o imponente dinossauro fala para uma audiência de diplomatas e dignitários perplexos que "está na hora de os humanos pararem de dar desculpas e começarem a fazer mudanças" para enfrentar a crise climática.

"Pelo menos tínhamos um asteroide", lembra o dinossauro, referindo-se à teoria popular que explica a extinção dos dinossauros há 70 milhões de anos. "Qual é a vossa desculpa?"

Este primeiro filme produzido pela Assembleia Geral da ONU usando imagens geradas por computador apresenta celebridades internacionais que dão voz ao dinossauro em vários idiomas, incluindo os atores Jack Black (inglês), Eiza González (espanhol), Nikolaj Coster-Waldau (dinamarquês), e Aïssa Maïga (francês).

O dinossauro destaca como o apoio financeiro aos combustíveis fósseis através de subsídios, dinheiro dos contribuintes que ajuda a manter o custo do carvão, do petróleo e do gás baixo para os consumidores, é irracional e ilógico diante de uma mudança climática.

"Pensem em todas as outras coisas que poderiam fazer com esse dinheiro. Em todo o mundo, pessoas vivem na pobreza. Não acham que ajudá-las faria mais sentido do que... pagar pela extinção de toda a sua espécie?", diz o dinossauro.

"O filme é divertido e envolvente, mas os problemas sobre os quais ele fala não poderiam ser mais graves", disse Ulrika Modéer, diretora do Bureau for External Relations and Advocacy do PNUD. "

O secretário-geral da ONU chamou a crise climática de "alerta vermelho para a humanidade". Queremos que o filme seja divertido, mas também queremos aumentar a consciencialização sobre a gravidade da situação. O mundo deve intensificar as ações climáticas se quisermos ter sucesso em manter o nosso planeta seguro para as futuras gerações."

O objetivo da campanha "Don't Choose Extinction" e do filme do PNUD é destacar os subsídios aos combustíveis fósseis e como estão a impedir um progresso significativo para acabar com as mudanças climáticas e promovendo a desigualdade beneficiando os ricos.

A pesquisa do PNUD divulgada como parte da campanha mostra que o mundo gasta o astronómico valor de 423 mil milhões de dólares por ano para subsidiar combustíveis fósseis para os consumidores – petróleo, eletricidade gerada pela queima de outros combustíveis fósseis, gás e carvão.

Isto poderia cobrir o custo das vacinas contra a COVID-19 para todas as pessoas do mundo, ou pagar por três vezes o valor necessário para erradicar a pobreza global extrema.

A campanha e o filme esperam tornar mais acessíveis as questões algumas vezes complexas e técnicas relacionadas aos subsídios de combustíveis fósseis e à emergência climática. Através de várias ações que o público é convidado a tomar, o objetivo é informar e dar voz às pessoas em todo o mundo.

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