A conclusão faz parte do plano de ação publicado hoje pela presidência da 26ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) sobre o financiamento climático, que antecipa um progresso significativo já no próximo ano.

O acordo para os países desenvolvidos mobilizarem anualmente um total de cerca de 86 mil milhões de euros em financiamento climático para apoiar os países em desenvolvimento foi celebrado em 2009 e, inicialmente, o objetivo era que fosse conseguido até 2020, tendo o prazo sido estendido para 2025 há cinco anos.

De acordo com o plano, produzido pelo secretário de Estado alemão do Ambiente Jochen Flasbarth e pelo ministro canadiano do Ambiente e Alterações Climáticas, Jonathan Wilkinson, os países só deverão conseguir mobilizar esse valor em 2023 e, depois disso, a partir de 2025 deverão conseguir fazê-lo de forma consistente anualmente.

“Sendo desapontante que o objetivo não tenha sido cumprido até agora, os esforços redobrados ou significativamente reforçados de um grande número de países desenvolvidos – incluindo o Reino Unido, Canadá, Alemanha e outros – significam que estamos agora muito mais próximos do alvo”, lê-se num comunicado da presidência da COP26.

Para a ação conjunta dos países desenvolvidos, o plano define algumas orientações que passam pelo aumento do financiamento para a adaptação às alterações climáticas, a resposta às barreiras no acesso ao financiamento climático e a melhoria da mobilização para financiamento privado.

Este será um dos temas em cima da mesa durante a COP26, que decorre entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro em Glasgow, Escócia.

“Fornecer clareza sobre os prazos e as fontes de financiamento é apenas o primeiro passo para cumprir o objetivo”, lê-se no mesmo comunicado, que acrescenta que durante a COP26 serão levadas a cabo conversações robustas no sentido de assegurar que os países estão a fazer, coletivamente, aquilo que for necessário para cumprir os objetivos do Acordo de Paris sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa.

“Podemos e devemos fazer mais para conseguir que o financiamento flua para as nações em desenvolvimento”, sublinha o presidente da COP26, Alok Sharma, citado em comunicado.

Jonathan Wilkinson defendeu que os países em desenvolvimento devem poder confiar que os restantes estão a trabalhar para cumprir as promessas e Jochen Flasbarth acrescentou que, até agora, têm-se sentido “desapontados com razão”.

“O financiamento climático desempenha um papel crítico no apoio a países em desenvolvimento no combate às alterações climáticas e na sua adaptação aos impactos”, acrescenta ainda o comunicado.

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