"Existe de facto na cidade do Porto, já foi detetado em alguns sitios e a solução, para todos estarmos conscientes do que estamos a falar, é por exemplo, na zona de Sobreiras, onde temos aqueles metrosideros que fazem remate do jardim de Sobreiras, eles irão desaparecer", afirmou Filipe Araújo, que na sessão da Assembleia Municipal do Porto substituiu o presidente da câmara, o independente Rui Moreira.

Na sequência da intervenção do deputado único do PAN, que questionou o executivo sobre as medidas que estavam a ser tomadas para combater a bactéria, o vice-presidente e vereador com o pelouro do Ambiente da Câmara do Porto afirmou ainda que "as árvores da Avenida Fernão de Magalhães, quem vem da zona da Areosa, também irão desaparecer".

Filipe Araújo salientou que a bactéria 'Xylella Fastidiosa' é "dos piores problemas que o país já atravessou em termos de praga" e que, apesar de todos os esforços que têm sido feitos, "a única forma de conter a doença é simplesmente retirar a árvore".

"É algo que nos deve preocupar a todos", notou o vice-presidente, destacando que o municipio está a "tentar procurar a melhor forma de preservar um património muito rico que a cidade tem".

"O nosso património de jardins e árvores é histórico", acrescentou, lembrando, contudo, que "a solução não é nada fácil".

Na sessão, o deputado único do PAN alertou que o país e, consequentemente, o Porto está a "atravessar uma crise imensa", lembrando que o arvoredo "está agora em muito maior risco".

"Qual a dimensão desta fatalidade?", questionou Paulo Vieira de Castro.

Em causa está uma bactéria transmitida pelo inseto ‘Philaenus spumarius’ (vulgarmente conhecido como cigarrinha-da-espuma), que se alimenta do xilema das plantas e cujo ciclo se inicia na primavera.

A bactéria afeta um elevado número de espécies de plantas ornamentais e também espécies de culturas como a oliveira, a amendoeira, a videira ou a figueira.

Em 18 de janeiro de 2019, Portugal informou oficialmente a Comissão Europeia da presença da bactéria ‘Xylella fastidiosa’ em plantas de lavanda no jardim de um ‘zoo’ em Vila Nova de Gaia, no Porto, conforme disse à Lusa, na altura, uma fonte comunitária.

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