Vários grupos de pessoas tentavam atravessar a fronteira quando começou a queda da neve, disse o diretor de informação e cultura da província de Kunar (leste do Afeganistão), Najibullah Hassan Abdal.

“Foram descobertos até agora 19 corpos”, mas as equipas de resgate estão à procura de outras vítimas e também de possíveis sobreviventes, acrescentou.

Muitos afegãos tentam todos os dias cruzar a fronteira montanhosa com o Paquistão, em busca de emprego ou produtos essenciais para o comércio.

O número de tentativas de fazer a travessia aumentou acentuadamente desde que o país mergulhou numa profunda crise humanitária, depois de os talibãs voltarem a conquistar o poder no país, em agosto do ano passado.

Com os cofres do Estado quase vazios, após ter sido suspensa a ajuda internacional ao Afeganistão – que representava cerca de 75% do orçamento nacional – e congelados milhares de milhões de dólares de reservas do Estado afegão mantidos no estrangeiro, o desemprego disparou e muitos funcionários públicos não são pagos há meses.

O Paquistão está atualmente a concluir a construção de uma cerca para proteger uma zona da sua fronteira com o Afeganistão, que tem mais de 2.670 km.

Mercadores e contrabandistas usam, há séculos, passagens pelas montanhas entre os dois países para atravessar de um país para o outro sem pagar impostos, apesar de serem viagens perigosas e de as avalanches serem frequentes.

Em 2015, mais de 250 pessoas morreram numa série de avalanches no Afeganistão.

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