A sua beleza e juventude não deixa adivinhar que já tem 36 anos. Para além de bonita e simpática, Sandrina Francisco expressa-se com extrema facilidade ou não fosse ela uma profissional da comunicação. Apresenta há sete anos na RTP Internacional, Moda Portugal, um programa semanal para mostrar ao mundo o melhor que se faz na área da moda e do design no nosso país.

Como começou o seu percurso profissional?
Tenho uma licenciatura em Relações Internacionais mas sempre fui uma apaixonada por moda. Quando acabei o curso e regressei a Leiria, abri a Fashion Studio, uma agência de moda que, 12 anos depois, ainda se mantém.

O que faz a sua agência?
É um coletivo de modelos, maquilhadores, stylists, fotógrafos e trabalhamos tudo o que é a área de moda, nomeadamente, formação, aconselhamento, workshops, produção de moda, sessões fotográficas, catálogos e eventos de moda. Para além disso, dou muita formação quer em Portugal quer em Angola e acabo de ter uma proposta para o Brasil.

Fez da moda a sua vida?
Sim e gosto muito. E ainda faço a parte de produção de moda do IADE, para o set de fotografia e mestrados em design e branding de moda, ainda dou formação de maquilhagem em Portugal e tenho o projeto Glove com mais três amigas, também virado para a moda, em que trabalhamos sobretudo a consultoria de imagem e aconselhamento personalizado.

E tem um programa semanal de moda na RTP.
Começou em 2007 e divulga lá fora tudo o que se cria na área da moda e do design em Portugal. Em todos os programas temos reportagens com um fotógrafo de moda, marcas e criadores nacionais, tudo o que é criativo: maquilhadores, produtores de moda, hotéis design, ou seja, tudo o que tenha a ver com esta vertente da moda, beleza, lifestyle e imagem.

Os nossos criadores são bem recebidos lá fora?
Muitos deles já tiveram contactos internacionais, nomeadamente fotógrafos que já trabalham fora de Portugal graças à nossa ponte, e inúmeras marcas já conseguiram internacionalizar-se através do programa.

Só mostram marcas portuguesas?
Essencialmente as marcas nacionais mas também mostramos algumas que entram em Portugal.

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O programa é feito em que locais?
Percorremos o país todo. Este fim de semana, por exemplo, vamos para o Norte porque é lá que está a grande indústria têxtil e de calçado. Como somos um programa informativo, gravamos sempre no local de trabalho dos nossos entrevistados. Posteriormente, damos os contactos da Internet em todas as reportagens que fazemos.

E a apresentação do programa é feita onde?
Nos locais emblemáticos das cidades ou em museus. Já estivemos no Oceanário, no Museu do Fado, Museu do Traje, Mude, Museu do Ar, etc. Isto porque nós trabalhamos muito com o mercado da saudade. A pessoa que está lá fora gosta de ver a sua terra e de rever os sítios que lhe são próximos, e, por outro lado, também ajudamos a divulgar os museus, já que os nossos museus são muito mal divulgados.

Tem filhos?
Não tenho filhos por enquanto, apesar de viver com o meu companheiro, que é meu colega na RTP, há sete anos.

Gostava de ser mãe, ou não pensa muito nisso?
Não sou uma pessoa que sonhe ser mãe, nem nunca foi um dos meus objetivos, mas há dias que penso nisso... O instinto da maternidade sente-se ou não se sente.

Não é obrigatório ser mãe. Ter filhos é uma opção.
É verdade e, apesar de gostar muito de crianças, não imagino o meu dia a dia com uma.

Quais são os seus objetivos?
Acima de tudo continuar a fazer aquilo que faço. Estamos numa fase de grande instabilidade e tenho muito medo do futuro. Quero muito continuar a fazer o programa, porque é um verdadeiro serviço público que nós prestamos a toda a comunidade da moda. Também quero continuar a dar formação porque é um trabalho que me realiza profundamente.

E ainda mais porque o faz fora de Portugal.
Realiza-me imenso trabalhar no mercado africano porque ali sinto que mudo a vida das pessoas.

A sua atividade ocupa-a muito?
Trabalho imenso, e nunca tenho folgas. Não consigo ficar um único dia em casa. O meu luxo é conseguir dormir um pouco mais de manhã ou um dia conseguir chegar a casa um pouco mais cedo. Mas quando se ama aquilo que se faz, é mais fácil.

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A escolha dos temas para o programa é da sua exclusiva responsabilidade?
Sim. Tenho uma assistente, a Tânia Santos, que trabalha comigo e me ajuda na produção e na pesquisa. Andamos sempre à procura de temas diferentes e fazemos tudo internamente. A única coisa que fazemos na RTP é entregar a cassete já pronta. Passa tudo por nós.

O programa é patrocinado?
Só por marcas portuguesas. A partir de agora vou vestir Ricardo Preto e Onara, tenho o Egídio Alves já há bastante tempo, e também já vesti Salsa que é uma marca portuguesa. A nossa banda sonora também é toda portuguesa porque tentamos valorizar cada vez mais aquilo que é nosso.

Tem algum hobby?
Gosto muito de viajar e tento tirar duas ou três semanas por ano para viajar e conhecer culturas diferentes. De resto, gosto muito de fotografia, de ler e de ver filmes.

Este gosto pela moda faz de si uma fashion victim?
Não, nem sequer gasto muito dinheiro em roupa. Esforço-me por comprar o que é nacional e uma vez que tenho uma ligação forte com muitos criadores, uso sobretudo as nossas marcas.

É vaidosa?
Claro que tenho de me preocupar com a minha imagem uma vez que trabalho nesta área, mas não sou fanática por moda, e numa altura de crise como esta seria incapaz de gastar balúrdios em roupa sabendo que há pessoas a passar mal.

O que tem em maior número no seu roupeiro?
Tenho muitos sapatos e muitas malas mas nunca gastei muito dinheiro num par de sapatos. Gosto muito de acessórios, de jóias e de relógios.

É feliz?
Muito feliz. Adoro o que faço e amo a vida!

 

Texto: Palmira Correia

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