Pedir e conseguir um aumento salarial é sempre um tema complexo, mas tendo em conta o contexto social de desemprego em níveis históricos (15% em Fevereiro, segundo o Eurostat), é ainda mais difícil.

Não existe uma poção mágica, nem as palavras-chave que pode levar para o gabinete do seu chefe, mas deve sempre tentar.

Suze Orman, autora do livro “Mulheres e Dinheiro” (editora Aletheia) afirma que as mulheres têm o péssimo hábito de se colocar em saldos, de relativizarem o valor do seu trabalho.

Mas em tempos de economia adversa, qualquer hipótese de receber um aumento é reduzida. Ainda que a empresa onde trabalhe não sofra com a crise, dificilmente o seu chefe lhe dará um aumento sem oferecer bastante resistência.

Por este motivo, as mulheres encolhem-se cada vez mais na hora de pedir um aumento salarial, mesmo que a empresa esteja em crescimento e que seja uma das empregadas que mais contribui para isso. Na maior parte dos casos, sentem-se desconfortáveis só de pensar em entrar no gabinete do chefe e negociar o salário, mas capacite-se que se não pedir o aumento, nunca o irá ter. Se está nesta situação, descruze os braços. Conheça as dicas de Suze Orman para que não tenha de colocar o seu salário em saldos.

Seja previdente.

Em primeiro lugar terá de se mentalizar que nada vai acontecer sem algum esforço da sua parte. Não culpe os outros pela sua situação, mexa-se no sentido que deseja. Receber um ordenado maior, implica que lute por ele. É a si que cabe mostrar o seu valor ao mundo.

Atenção: não pode pedir um aumento só porque quer um ou porque está na empresa há já um ou dois anos. Se estiver decidida a enfrentar o chefe por um aumento, terá de ser porque se sente desvalorizada e sabe que merece mais.

Seja impaciente.

Não fique sentada à espera que o seu chefe chegue ao pé de si e anuncie as boas novas: vai aumentar-lhe o salário. Poucas vezes isso acontece na realidade.

Seja você a tomar essa atitude, mas tenha em atenção um fator: o tempo de casa. A especialista não aconselha a pedir um aumento seis meses após entrar no trabalho. Mas se já passou algum tempo (dois anos, por exemplo) e nunca recebeu um aumento, está na hora de entrar em ação.

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Prepare-se bem.

Chega a altura de desenvolver os seus argumentos junto da chefia. Marque uma reunião com o chefe exclusivamente para discutir a sua remuneração. Prepare um documento, de uma folha, onde esteja discriminado o seu desempenho. A ideia é esclarecer o seu valor na empresa e que está na hora de ver o seu esforço recompensado.

Quando estiver na reunião nunca argumente com um «mereço um aumento porque há dois anos que não sou aumentada». Desta forma, não consegue explicar ao seu chefe porque é que merece ver o seu salário a crescer. Já se expuser o seu percurso profissional dentro da empresa, os objetivos alcançados, as barreiras ultrapassadas e o seu esforço, o seu chefe vai prestar-lhe atenção. O facto de ter coragem para o pedir vai provocar uma reação de admiração e torna-se mais difícil ao seu patrão subestimar o seu trabalho.

E se ele recusar?

Se o seu chefe ouvir os seus argumentos, mas ficar a olhar para si como quem diz que não pode fazer nada por si, para além de lhe dar o aumento oficial anual da empresa - abaixo daquilo que era esperado por si, qual será a sua reação? Aceita e vai-se embora? Ou pede mais?

Ao aceitar o valor que o chefe lhe propôs não está a valorizar-se a si própria. Então, diz a especialista, por mais que esteja desconfortável, continue a insistir com o seu chefe. Se souber que a empresa está com problemas financeiros, tenha isso em consideração. Mas se for rentável e você for uma das principais contribuidoras para o bem-estar da companhia, não saia da reunião de mãos a abanar. Diga que pretende ver a sua situação revista dentro de seis meses e diga qual o aumento que pretende. Entretanto, se não conseguir mais dinheiro, negoceie mais tempo de férias ou algumas folgas.

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