Sente-se insatisfeito com as atuais condições laborais? Ainda que não lhe sirva de muito, está longe de ser o único. Pode, contudo, melhorar as suas perspetivas de progressão na carreira! Não tenha medo de se chegar à frente. Fale com a chefia da empresa ou da organização onde trabalha sobre os seus objetivos profissionais. Alexandra Vinagre, coach, diz que a conversa pode ser benéfica para ambas as partes.

Antes de o fazer, deve refletir sobre aquelas questões que, por vezes, colocam nas entrevistas de trabalho, nomeadamente onde se vê daqui a cinco anos e a área em que mais gosta de trabalhar, caso não seja aquela onde está enquadrada e quiser mudar. Deve ponderar ainda os conhecimentos que gostaria de aprofundar e as capacidades que quer adquirir, bem como a remuneração que pretende auferir no futuro.

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Mesmo que a empresa ou a organização onde trabalha ou que pretende vir a integrar num futuro próximo não tenha procurado saber a sua opinião em relação a estes temas logo de início, não invalida que não dê a conhecer a sua posição mais tarde. No entanto, aconselhamos que, quando o fizer, proceda com cautela. Antes de avançar, a coach Alexandra Vinagre sugere que tente perceber se há recetividade por parte da chefia em ter esta conversa consigo. Se a liderança mostrar abertura para dialogar e estiver empenhada em captar e reter talento, à partida, aceitará a iniciativa do colaborador.

Esta especialista avisa, todavia, que "vai depender muito da cultura da empresa". Caso tenha uma política salarial baseada na antiguidade pode haver uma maior resistência. Além disso, é necessário o colaborador possuir uma certa "sensibilidade para ler a situação". É ainda importante é criar uma ligação com quem quer falar, "para fazer chegar a mensagem da melhor maneira possível e da forma mais autêntica".

Os maiores cuidados a ter antes de avançar

Embora não exista um momento ideal para falar sobre o seu percurso com a chefia da empresa, Alexandra Vinagre recomenda aguardar algum tempo. "É importante que a pessoa se sinta integrada e não correr o risco de ser prematuro qualquer tipo de abordagem", refere. "A própria carga emocional é muito menor", realça a especialista. "Para algumas isso demora um ano, para outras são dois ou três", explica ainda.

Assim, quando chegar uma altura que lhe pareça a mais apropriada, tome a dianteira e marque uma reunião. Nela, em vez de partir de um ângulo de promoção na carreira, aborde os temas acima referidos, "sempre numa perspetiva do impacto que as suas capacidades e contributo já tiveram e podem continuar a ter na empresa", sugere. Porque as organizações também têm expetativas em relação aos colaboradores.

Se um deles quiser mudar de funções e/ou um aumento da remuneração, como é o seu caso, deve clarificar de que forma isso irá acrescentar valor para a empresa. "A abordagem deve ser uma que envolva e seja benéfica para as duas partes", sublinha a coach. "Quanto mais reconhecidos se sentirem os colaboradores, mais satisfeitos estarão na empresa e mais produtivos serão", assegura ainda Alexandra Vinagre.

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