Tem 35 anos, é designer gráfica, e tem um negócio irresistível: faz tudo e mais alguma coisa para surpreender, agradar e enternecer os mais pequenos e também os mais crescidos. Chama-se Lojinha Doce, funciona através do sítio na internet

www.lojinhadoce.pt

, e também na loja que encanta todos os que se deslocam ao fórum Sintra.
Ana Luisa Bastos tem dois filhos que lhe servem de modelo e inspiração para as peças que não se cansa de criar.

Que empresa é esta?
Já trabalhava num atelier como designer gráfica há oito anos e quando tive a minha primeira filha, comecei a ponderar sair, porque tinha outras perspetivas. Nessa altura criei o blogue da Constança e percebi que as mães tinham muitas angústias quando queriam organizar as festas dos filhos.

É assim que esta empresa nasce?
É verdade. Foi crescendo aos bocadinhos e chamou-se logo Lojinha Doce porque o blogue era o docinho cor-de-rosa. Associei ao docinho porque era o que eu chamava à Constança. Aos poucos as encomendas foram crescendo, primeiro dos amigos e depois foi-se alargando a toda a gente.

Chegou a vender para outras lojas?
Não. Durante os cinco primeiros anos vendemos exclusivamente online. A partir de certa altura comecei a ter t-shirts para as crianças e as telas para as festas. A seguir vieram os posters, malas de praia e malas de senhora, resumindo o leque de produtos aumentou.

Até que decidem abrir a vossa primeira loja?
Abrimos em Abril deste ano no fórum Sintra. E vendemos lá todos os produtos personalizados que nós fazemos.

Para os aniversários, por exemplo, faz t-shirts com a fotografia da criança que faz anos?
Podemos fazer, mas o mais habitual são as faixas de aniversário, os convites, os chupas para eles oferecerem, as guloseimas, os brindes, os iô-iô, chapéus personalizados com a cara deles ou a t-shirt da menina que faz anos com a fotografia dela e a frase: “hoje faço 4 anos”.

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Só fazem isso para aniversários?
Também fazemos para batizados e casamentos, desde o convite até às ementas, aos placards, tudo! Tenho um leque de trabalhos muito grande nessa área também.

Quantas pessoas fazem parte da sua equipa?
Sou eu e a Sílvia no atelier de design, o meu marido que entrou no ano passado e toma conta da gestão e do marketing, e é responsável pela loja, e tenho outra designer na loja, para além das duas funcionárias que asseguram os horários de funcionamento.

Só vende em Portugal?
Não. Recebemos encomendas de todo o lado. A nossa melhor publicidade tem sido o passa palavra.

A loja agora também funciona como um mostruário?
Sim. As pessoas vêem lá as coisas, encomendam e nós entregamos tudo em 24 ou 48 horas.

Ainda só tem a Constança?
Tenho também o Salvador com dois anos. A Constança já vai fazer seis anos e são os meus modelos. Vejo a reação deles e isso é muito importante. Fiz uma toalha de praia com uma princesa, e, na semana passada, fomos à praia e levei a toalha para testar a recetividade. Foi muito engraçado porque eles andaram o tempo todo com a toalha atrás. Ela, então, que já aprendeu a ler, e vê que está lá escrito Constança acha o máximo!

É uma grande deferência…
Como tem o nome, ela sabe que é só dela e ninguém pode tirar.

A entrada do seu marido dinamizou a empresa?
Muito. Sem ele era impossível abrir a loja. Assim, posso dedicar-me em exclusivo ao atelier enquanto ele se preocupa com a gestão da loja.

As pessoas podem encomendar tudo o que precisam na internet e quem não souber que existe a Lojinha Doce, como faz?
Basta escrever no Google “presentes originais”, “festas de aniversário”, “brindes de aniversário”, “telas personalizadas” ou “t-shirts personalizadas” a lojinha já está num ranking bastante alto e aparece logo. Temos todas as semanas encomendas através da pesquisa do Google.

Assim as pessoas até podem estar a pensar uma coisa e compram outra?
Isso acontece imenso. As pessoas estão muitas vezes a pensar numa coisa mas quando vêem a nossa oferta acabam por comprar muito mais coisas. Temos o nosso site organizado por Aniversários, Casamentos, Batizados, é fácil encontrar o que as pessoas procuram. E, segundo os nossos clientes, o melhor é a possibilidade de personalizar tudo.

Qual foi o trabalho que enviou para mais longe?
Foi para Moçambique. Fiz duas telas enormes. Mas também já fiz trabalhos para o Luxemburgo, França e Bélgica, entre outros.

O maior trabalho que já fez?
É difícil de dizer porque às vezes há festas de aniversário em que fazemos milhares de peças de tudo e mais alguma coisa e também já tivemos batizados muito grandes. Também já fiz tês telas gigantes de uma vez, tudo trabalhos com algum volume.

Nunca se arrependeu de ter deixado o ateliê onde trabalhava?
De maneira nenhuma. Gosto muito do trabalho que estou a fazer.

A crise não afeta o seu negócio?
Nota-se que as pessoas estão com um poder de compra mais curto mas optam por lembranças mais pequeninas. Em vez de uma tela oferecem um porta-chaves ou uma caneca. Ninguém resiste a uma prenda personalizada. Na loja temos sentido muito isso.

O que gosta mais é de trabalhar para as festas das crianças?
Não, gosto de tudo desde a fraldinha para um bebé que está na incubadora até aos casamentos que também são festas especiais.

Como é que se lembra de criar tantos objectos?
A maioria são sugestões dos clientes, outras são coisas que nós vemos.

Ainda não pensou em vender as suas coisas fora do país?
Já várias pessoas nos sugeriram isso mas só a partir de agora, com a abertura da loja, é que a internacionalização começa a fazer sentido. Estamos a dar um passo de cada vez.

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