Durante 27 anos, Robin Dreeke estudou relações interpessoais e chefiou o Programa de Análise Comportamental do FBI. Em entrevista ao site “Barking Up The Wrong Tree” revelou alguns dos segredos para criar empatia com as pessoas e aquilo que nunca deve fazer na presença de terceiros.

Ouvir sem julgar o outro. "A estratégia nº1 que mantenho com todas as pessoas com quem falo é a validação sem julgamento. Tento entender os pensamentos e opiniões dos outros sem as julgar. […] Assim que oiço algo que não compreendo ou concordo, em vez de julgar a minha primeira reação é: ‘Oh é fascinante. Nunca tinha pensado nessa ângulo. Ajuda-me a perceber melhor o teu ponto de vista. Como é que chegaste a essa conclusão?’ Desta forma não estamos a julgar, mas a mostrar interesse e a deixar que as pessoas continuem a falar do seu assunto preferido: elas mesmas."

Não contradiga as pessoas e coloque o seu ego de parte. "Suspender o nosso ego é colocar as nossas necessidades e opiniões de parte. Ignore, conscientemente, o seu desejo de agir corretamente e corrigir alguém. Assim não vai permitir que se magoe emocionalmente por uma situação onde não concorda com as opiniões ou ações de terceiros."

Ouvir atentamente os outros e ir fazendo perguntas. "Ouvir os outros não significa ficar calado. Escutar significa não ter nada para dizer. Há uma grande diferença. Se ficarmos calados, significa que estamos a pensar naquilo que queremos dizer e que apenas não o verbalizamos. Assim que penso na minha resposta, escuto parcialmente aquilo que o outro está a dizer porque estou à espera da oportunidade ideal para dar a minha opinião. "

Fazer as perguntas certas na altura certa. "Uma das perguntas que mais gosto de fazer aos outros está relacionada com os desafios. 'Que desafios tiveste no teu emprego esta semana?’ ou ‘Que desafios enfrentaste ao viver neste país?’ Toda a gente já passou por isso. E isso leva a que as pessoas partilhem quais são as suas prioridades naquele momento da sua vida."

Estabelecer o tempo da conversa. "Quando as pessoas pensam que não podemos ficar muito tempo à conversa, elas relaxam. Se nos sentamos ao lado de alguém num bar e dizemos: ‘Olá, posso oferecer-lhe uma bebida?’ as pessoas ficam na defesa. É como se estivéssemos a dizer: ‘Quem és tu, o que queres e quando é que te vais embora?’."

Manter uma linguagem corporal positiva. "Um sorriso é a melhor forma de criar confiança" ou "Manter as palmas das mãos para cima enquanto se fala demonstra que estamos a ouvir os outros" são alguns dos conselhos dados por Robin. No fundo é importante “ter a certeza que mostramos aos outros sinais não-verbais positivos e confortáveis."

Esclarecer e tentar entender quais os objetivos da conversa. "Eu procuro sempre validação por parte de terceiros. Se alguém está a tentar validar aquilo que digo, fico alerta. E tento perceber quais são as suas intenções. Será que a pessoa está a fazer aquilo a pensar nela ou em mim? Se a pessoa só está a fazer aquilo para seu próprio interesse é aí que eu sei que alguém me está a tentar manipular."

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