Para a maioria das pessoas, o sadomasoquismo está associado à violência e a agressões durante o sexo, com uma das partes a assumir um papel dominador e a castigar o parceiro ou a parceira com agressões e moléstia, recorrendo a chicotes. Porém, contrariamente ao que se pensa, o sadomasoquismo não é sobre violência, maus tratos ou agressões. É, antes pelo contrário, caracterizado pela confiança e pelo compromisso. A sua prática leva a situações de êxtase.

É também normal a conceção do sadomasoquismo com correntes e algemas, com as mulheres vestidas de cabedal e chicotes na mão, mas esta prática pode ser um caminho para o casal experimentar as suas fantasias mais eróticas, permitido aos parceiros correr riscos e confiar mutuamente. No sadomasoquismo, algumas práticas podem, contudo, revelar-se perigosas. Bram Broms, médico da clínica online euroClinix, recomenda, por isso, alguns cuidados.

Para evitar lesões que possam originar problemas de saúde mais graves, é importante não se deixar levar demasiado pelo entusiasmo e pela excitação. "Os participantes de sadomasoquismo devem ter algumas precauções ao experimentar certas práticas sexuais que possam colocar a vida em risco, não devendo ser ultrapassados os limites previamente estabelecidos pelos intervenientes e permitidos pelo corpo humano", aconselha o conceituado especialista.

O que significa praticar sadomasoquismo

O sadomasoquismo, com milhares de seguidores em todo o mundo, deve ser sempre consentido por ambas as partes e serem estabelecidos limites, para evitar acima de tudo os riscos que possam daí advir. Os riscos desta prática podem ser reduzidos ao experimentar o sadomasoquismo com um parceiro mais experiente, ao estabelecer limites que jamais poderão ser ultrapassados durante a relação e palavras de segurança que indicam a altura de parar.

Deve ser tido em conta, principalmente, o perigo de asfixia e de perda de consciência que pode ocorrer, não excedendo os limites suportados por cada um, como advertem inúmeros especialistas. Está também desaconselhado, nestas práticas, o uso de álcool ou estimulantes que possam toldar a sua perceção da realidade, devendo ter-se um especial cuidado com objetos que obstruam as vias respiratórias ou que possam ser inalados ou ingeridos acidentalmente.

A dor, tida como uma coisa má, pode ser mais do que isso e tornar-se numa fonte de prazer quando infringida de forma moderada, defendem muitos dos adeptos desta prática sexual. Quando uma pessoa está sexualmente excitada, como confirmam vários estudos internacionais, o limite da dor aumenta estrondosamente e as estimulações, que numa situação normal poderiam ser consideradas dolorosas, podem tornar-se, paradoxalmente, muito apreciadas.

Por vezes, as pessoas que têm uma posição dominante na sua vida social ou até mesmo na sua vida profissional fantasiam com uma postura submissa na cama e, para elas, a prática de sadomasoquismo pode ser o ideal, defendem também alguns investigadores internacionais que aprofundaram o tema. A comunicação entre parceiros durante esta prática é fundamental. Para evitar acidentes e também para estabelecer, desde o início até onde cada um está disposto a ir.

A importância de estabelecer limites

Se algum dos parceiros se sente mal por infringir e/ou por receber estímulos dolorosos ou não quer continuar com uma prática dominante/submissa, o ato deve ser interrompido. O sadomasoquismo baseia-se, acima de tudo, na confiança e respeito, não devendo estes serem quebrados sob nenhuma circunstância. Existem vários tipos de sadomasoquismo e o que uns consideram moderado, para outros pode ser completamente insano. A escolha é individual.

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Cabe-lhe a si e ao seu parceiro definir as regras e ir até onde o vosso prazer o permitir. Cabe aos membros do casal decidir, entre os dois, o que é aceitável, livres de preconceitos e de julgamentos por parte da sociedade, desde que ambos estejam de acordo. Um estudo científico internacional tornado público nos últimos anos afirma que os praticantes de sadomasoquismo, sadismo e bondage apresentam melhores indicadores de saúde mental que aqueles que preferem não ser tão ousados no quarto, demonstrando ser menos neuróticos, mais sensíveis à rejeição e mais seguros das suas relações amorosas.

Se não é propriamente um grande adepto destas práticas, preferindo as relações sexuais mais convencionais, sugerimos-lhe, todavia, na galeria de imagens que se segue, algumas posições sexuais diferentes para apimentar (mais) a sua vida íntima, como recomendam inúmeros sexólogos em todo o mundo. Muitas delas podem também ser aproveitadas pelos praticantes de bondage e de sadomasoquismo para dar ainda mais largas à sua (vasta) imaginação.

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