A tiroide é uma das maiores glândulas endócrinas do corpo humano. Localizada na parte anterior do pescoço, é responsável pela produção e libertação de duas hormonas na corrente sanguínea, a triiodotironina (T3) e tiroxina (T4).

Estas hormonas desempenham funções vitais, nomeadamente ao nível do metabolismo e funcionamento do nosso organismo.

As patologias da tiroide são comuns e silenciosas, no que respeita aos primeiros sintomas. A doença nodular da tiroide é uma das mais frequentes e mais graves que afeta este órgão, sendo mais comum no género feminino. Em Portugal, surgem por ano cerca de 400 novos casos clínicos de cancro da tiroide.

A tiroide pode ser afetada por outras patologias graves como a Síndrome de Hashimoto, um tipo de Tiroidite Autoimune Crónica em que se verifica a destruição progressiva da glândula por linfócitos mediada por auto-anticorpos, provocando uma diminuição gradual da produção de hormonas.

Ocorre em qualquer idade, sendo mais comum em pacientes do sexo feminino com mais de 40 anos de idade, podendo também os doentes apresentar um histórico familiar de doenças da tireoide ou de outras doenças autoimunes. A presença de Tiroidite Autoimune Crónica aumenta o risco de linfoma da tiroide e esta hipótese deve ser considerada quando é detetado um nódulo na tiroide, essencialmente se existir um crescimento relativamente rápido.

No funcionamento da tiroide podem observar-se níveis elevados de hormona tiroideia em circulação (hipertiroidismo), níveis normais ou diminuídos (hipotiroidismo). Na fase inicial da Síndrome de Hashimoto a destruição da glândula condiciona a libertação das hormonas para a corrente sanguínea, com o aparecimento de sintomas de tireotoxicose associados ao aumento da sudação, insónias, palpitações e perda de peso.

A progressão da doença para o hipotiroidismo (níveis de hormona tiroideia diminuídos) é geralmente silenciosa, pelo que os sintomas iniciais são inespecíficos. Os pacientes podem não apresentar sintomas durante anos, mas ao longo do tempo desenvolvem sintomas progressivos que incluem fadiga, pele seca, depressão, aumento da sensibilidade ao frio, problemas de memória e aumento de peso.

Um artigo de Maria José Rego de Sousa, Médica, Doutorada em Medicina, Especialista em Patologia Clínica.

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