A kava kava é uma trepadeira utilizada
há milhares de anos nos acontecimentos
sociais e ritos religiosos das ilhas que povoam o Oceano Pacífico.

Tradicionalmente, o seu rizoma é misturado
com água de coco para fazer uma bebida
que tem um efeito calmante e induz uma
sensação de bem-estar.

Pertence à família
das piperáceas, a mesma da pimenta preta.

Numa revisão de 11 estudos realizados nos últimos anos,
o kava kava não apresentou qualquer toxicidade hepática. Num estudo realizado na Universidade de Queensland,
na Austrália, o kava kava (250 mg/dia de cavalactonas)
demonstrou, ao fim de três semanas, reduzir a ansiedade
em 9,9 pontos, segundo a Escala Hamilton de Ansiedade, um valor
muito superior ao placebo, revela um estudo da Psychopharmacology de 2009.

Esta planta (400 mg/dia) é tão eficaz na redução da
ansiedade como os fármacos opipramol (100 mg/dia) ou
buspirona (10 mg/dia), segundo um estudo multicêntrico
de oito semanas realizado em 129 pacientes no
Departamento de Psiquiatria da Universidade Ludwig-Maximilians, em Munique, divulgado pela Phytomedicine, em 2003.

Princípios ativos

Destaque para
as cavalactonas (cavapironas), que atuam
ao nível do sistema límbico, a zona cerebral
responsável pelas emoções, provocando um
efeito de alegria e relaxamento. Têm também
uma ação analgésica que se reflete ao nível
do estômago, vias urinárias e bexiga.

Principais propriedades

É útil
no tratamento da ansiedade e melhora a
qualidade do sono. Aumenta
a capacidade de atenção, é coadjuvante no
tratamento da depressão, juntamente com o
hipericão ou 5-HTP. Tem ainda propriedades
antisséticas ao nível das infeções urinárias.

Administração

Apesar de ser uma
bebida nas ilhas da Polinésia e Melanésia, em
termos de naturopatia, limitam-se as doses
do extrato seco a 300 mg, duas vezes ao dia.

Precauções

Nas doses terapêuticas
aconselhadas não produz qualquer
efeito tóxico. Podem surgir casos de
hepatotoxicidade, apenas se essas doses
forem superadas ou se as cavalactonas
forem administradas isoladamente. Evite
automedicar-se, não a conjugue com outros
suplementos alimentares ou medicamentos,
exceto se estiver a tomar sob supervisão
naturopática ou médica.

Revisão científica: João Beles (naturopata)

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