Quando se fala em qualidade de vida, qual é a primeira imagem que lhe ocorre? Uma ilha paradisíaca, uma suite com vista para o mar ou um automóvel topo de
gama?

Estas são talvez algumas das hipóteses que lhe passaram pela cabeça mas e se lhe dissermos que a tal qualidade de vida pode depender de algo invisível?


De algo tão pessoal e essencial como o ar que expira? Segundo uma pesquisa realizada no Brasil, cerca de 50 milhões de pessoas não tem um hálito fresco
e a maioria dos inquiridos que sofre deste problema admite que afecta a sua auto-estima, intimidade, vida social e até profissional.

As causas são múltiplas e ninguém está totalmente imune. Por isso, nada como conhecer bem o inimigo para melhor o enfrentar. Para consultar o nosso guia prático para uma higiene oral exemplar clique aqui.

O que é?

Embora tenha uma designação específica, a halitose não é uma doença. Pode, aliás, ser o reflexo de outras patologias ou quadros clínicos como, por exemplo, infecções bacterianas na boca e garganta, diabetes, problemas digestivos, renais ou respiratórios (como a rinite ou bronquite).

Sabe-se também que ter a boca seca é outra das causas. Isto porque a falta de saliva, responsável pela limpeza natural da boca, permite que as células mortas se depositem na língua e cavidade bucal e causem mau odor.

Para além disso, alguns tipos de alimentos ou uma deficiente higiene oral figuram como as principais razões
do indesejável mau hálito.

Maus hábitos

Cada vez que comemos, ficam depositadas na boca, sobretudo na língua e dentes, partículas responsáveis pelo aparecimento de placa bacteriana e odores
desagradáveis. Para além dos famosos alho e cebola, cuja composição penetra
no fluxo sanguíneo e se manifesta através da respiração até ser eliminada do organismo, existem outros suspeitos.

É o caso das especiarias e dos lacticínios, carne e peixe, cujas proteínas fornecem alimento às bactérias que se desenvolvem na boca. O consumo de bebidas alcoólicas e de tabaco é também nocivo, já que não só deixa resíduos denunciadores como seca a boca.

Quebrar o tabu

Avaliar o sabor da sua boca, perguntar a opinião ao parceiro ou verificar se a saliva é bastante viscosa podem ser formas de detectar um problema que figura no top três de características menos atraentes numa pessoa.


Veja na página seguinte: Outros truques que ajudam a analisar o hálito

Existem outros truques que podem ajudar a analisar o próprio hálito, como raspar a zona anterior da língua com uma colher para avaliar o odor.

Mas, para os especialistas da British Dental Association, o
principal passo para erradicar este problema, que atinge um quarto
da população adulta, é uma higiene oral exímia.

Contra-ataque

Na grande maioria dos casos, é possível restaurar o hálito fresco com uma boa higiene oral (complementada com o uso regular de fio dental e elixir) e apostando numa dieta rica em vegetais e fibra e evitando os refrigerantes, café
e alimentos condimentados.

Para prevenir a secura da boca, deve-se beber água com frequência e mastigar pastilhas elásticas (sem açúcar) que favorecem a salivação. Se o situação persistir deve consultar um dentista. Caso a halitose não seja de origem
dentária, o diagnóstico pode ser feito recorrendo a outros exames médicos.

Texto: Manuela Vasconcelos

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